Entrevistargh! Pepperoni

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 23/11/2008

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Entrevistada: Ana Paula Toniazzo Antonini
Área:
Design Gráfico.
Serviços que oferecem:
Projeto de marca e identidade corporativa, design editorial, web design e multimídia.
Sócias:
Ana Paula Toniazzo Antonini – Criação e Administrativo
Fernanda Machado de Souza – Criação
Lídia Arrais Carrijo – Criação e Fotografia
Todas as sócias são formadas em Design Gráfico pela Faculdade de Artes Visuais – Universidade Federal de Goiás.

Quantidade de funcionários: Três funcionárias
Localização:
Goiânia–GO.
Ano de fundação:
Junho de 2005
site:
www.pepperoni.com.br

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Qual foi sua formação?

Eu, assim como as outras sócias, me formei pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, Bacharelado em Artes Visuais com habilitação em Design Gráfico. Em meados do curso decidimos montar o escritório.

Como você era como aluno?

Pode-se dizer que eu era uma aluna muito dedicada. Chegava sempre nos horários, me dedicava muito a todas as disciplinas. Gostava de pesquisar as bibliografias que os professores indicavam, gostei muito do curso.

Hoje, depois de dois anos de formada, penso que a base teórica do curso influencia muito em tudo que crio.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?

Antes de nos juntarmos para montar o Pepperoni, de nós três apenas uma havia tido a experiência de trabalhar em outra empresa. O que fez muita falta inicialmente.

Porém hoje, todas nós já trabalhamos em outros lugares, agências voltadas para todos os ramos – gráfico, animação, websites. Essas experiências foram fundamentais para que conseguíssemos dirigir o escritório com mais maturidade.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

Tudo começou no segundo ano de faculdade quando cinco colegas conseguiram um pequeno trabalho. Nos juntamos em um quarto no apartamento de uma das sócias (Lídia), e a partir daí foram surgindo clientes e mais clientes.

A transição de grupo de trabalho para escritório de design aconteceu rapidamente, pois a demanda de clientes exigiu que nos organizássemos.

Após um ano de escritório éramos somente três sócias, e em meados de 2007 mudamos para nossa sede própria.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?

Nosso primeiro cliente foi o que alavancou o escritório para seguir como empresa, pois já nos primeiros trabalhos nos solicitou a criação de uma linha inteira de embalagens para cosméticos. Tivemos que aprender muitas coisas logo de início, o que foi muito bom. Até hoje temos contato e desenvolvemos projetos para ele.

Qual foi seu maior fracasso?

Não sei dizer qual foi o maior fracasso. Talvez quando vimos que o nosso projeto foi inteiramente modificado depois de entregarmos para o cliente e ele levar para a produção. Vimos lançamento de um produto bastante diferente do que projetamos.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?

Atualmente atuo em todas as áreas do escritório, criação, administrativo e atendimento.

Porém, é para o administrativo que me dedico mais, organizo a parte financeira, e sempre procuro buscar novas ferramentas para a gestão do escritório. Vimos que sem organização, a empresa não funciona.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

Administrar qualquer empresa é uma tarefa muito difícil, especialmente quando você não possui formação voltada para a área. Procurei ler e pesquisar sobre assuntos administrativos. Temos ajuda, também, de uma pessoa formada em administração de empresas e de amigos de outros escritórios de design daqui.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?

As principais características que um funcionário precisa ter são dedicação e responsabilidade. Precisa estar atento a tudo que acontece dentro dela.

Se dedicar e ser eficiente.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?

Vemos a concorrência aqui, como algo muito positivo, temos muitos amigos em outros escritórios que nos ajudam, até nos indicam para clientes. Obviamente que a concorrência existe como em qualquer outra profissão, mas vemos como algo positivo que faz o escritório crescer muito.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?

Se o designer recém formado se esforçar e desenvolver um portfólio, que não precisa ser extenso, mas que tenha trabalhos bem executados, já possuirá grandes chances de ingressar no mercado. Vejo muitas vagas boas em lugares legais para trabalhar, só nas últimas duas semanas foram três.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

Acho que não temos um “maior” sucesso. Já aconteceram várias coisas que nos deixaram realizadas. Mas sem dúvida nossa maior satisfação é ver que o cliente gostou do projeto, e que realmente conseguimos suprir a necessidade dele.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?

Em números realmente não sabemos. Sabemos principalmente que os valores que cobrávamos enquanto ainda éramos estudantes e o escritório um bebê, são infinitamente menores do que o que cobramos hoje.

Possuímos em média 60% a mais de clientes mensalmente do que o que tínhamos a três anos.

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Entrevistargh! Tecnopop

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 11/09/2008

Nome da empresa: Tecnopop Comunicação Visual e Multimidia

Entrevistado: Rodrigo Martins Machado

Área: Design

Serviços que oferecem: serviços de design, nas áreas de branding, design gráfico, design para cinema e TV, e webdesign

Sócios:
André Stolarski (Arquiteto / Diretor de Criação)
Marcelo Pereira (Designer / Diretor de Criação)
Luis Marcelo Mendes (Jornalista / VP de Operações)
Raul Mourão (artista plástico / sem cargo na empresa)
Sônia Barreto (designer / sem cargo na empresa)

Quantidade de funcionários: em torno de 20, entre estagiários, pessoal de apoio e designers associados.

Localização: Rio de Janeiro

Ano de fundação: 2000

site: www.tecnopop.com.br

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Qual foi sua formação?

Eu gosto de brincar que eu sou formado nas selvas tropicais e tributárias brasileiras. Na verdade, eu primeiro estudei Biologia na UFRJ, tranquei logo no primeiro semestre e no ano seguinte passei a cursar o curso de Tecnólogo em Processamento de Dados na PUC/RJ, onde eu teria me formado como Analista de Sistemas se não tivesse abandonado a faculdade. Crianças, não façam isso em casa!

Como você era como aluno?

Na escola eu sempre fui um aluno que dedicava mais energia em entender as coisas na sala de aula do que nos estudos em casa. Era relapso nos deveres de casa, mas conseguia me garantir me dando bem nas provas. Na faculdade eu acabei lidando profissionalmente com tecnologias que me afastaram do trilho do currículo. Como eu estava ganhando um bom dinheiro e acreditava no meu instinto empreendedor, optei por investir nas minhas idéias fora da faculdade.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?

Eu comecei estagiando na Natron, uma empresa de engenharia num projeto de nacionalização de um sistema de controle do processo de fabricação de papel, e que me deu uma sólida base técnica em software básico. Depois disso eu trabalhei alguns anos na SPA, uma distribuidora de software, onde eu era o responsável pelo suporte técnico de um produto voltado para a indústria. Nessa época eu aprofundei meus conhecimentos sobre redes e protocolos de comunicação, além de passar a ministrar treinamentos, me relacionar com clientes tanto antes quanto depois das vendas. Cheguei a lidar com questões da importação do produto, atuando junto ao fornecedor americano e aos orgãos aduaneiros.

Em 1994, eu fui contratado pela Medusa, uma integradora de sistemas para participar de um projeto pioneiro de automação industrial na Brahma. Fiquei lá alguns anos, e tive experiências no exterior e na liderança de uma equipe de mais de vinte pessoas.

Em 1997, eu saí da Medusa e abri a minha primeira empresa, a Proativa Sistemas, onde obtivemos resultados mais rapidamente com o esperado. Foi na Proativa que eu comecei a aprender na marra alguns conceitos básicos e primários do que é ter uma empresa no Brasil.

No final de 1999, após uma tentativa de fusão mal-sucedida com a Medusa, de onde tínhamos saído, vendi a minha parte na Proativa e fiquei esperando o mundo acabar após o bug do milênio. Apesar de não ter mais ligação com a empresa, me orgulho muito de ter participado da criação de uma empresa que sobreviveu aos primeiros e difíceis anos de vida e está aí firme e forte mais de dez anos depois.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

Corria o ano de 2000, o mundo não tinha acabado, mas vivia-se a chamada bolha da internet. Todos os dias se lia a respeito do garoto que havia ficado milionário com um site que ninguém sabia bem para o que servia ou de onde viria o dinheiro.

Numa conversa com meu grande amigo Raul Mourão, fiquei sabendo que ele estava começando um projeto onde ele e outros sócios iriam ficar milionários. Uma vez que nenhum deles nunca tinha administrado coisa nenhuma nem tinham a menor idéia a respeito de sistemas e bancos de dados, eu me ofereci para fazer parte da trupe e fui aceito.

Durante poucos meses, nós tentamos vender o projeto para investidores, mantendo um site no ar com muito esforço e nenhum retorno. Como a bolha já estava estourando, nenhum capitalista topou injetar dinheiro nessa operação, o que de certa forma foi uma sorte nossa, pois não ficamos com nenhuma dívida. Após cerca de quatro meses, depois de ouvir várias vezes que dinheiro estava dificil, mas que o site era muito legal e bem feito, seguindo-se a pergunta sobre quem é que tinha feito o site para nós, constatamos que tínhamos capacidade de realizar projetos interessantes e resolvemos trazer a Tecnopop, que seria a empresa por trás do site, para a linha de frente. Em setembro de 2000. funcionávamos numa salinha no Jardim Botânico no Rio de Janeiro, e em janeiro de 2001 nos mudamos para um conjunto de salas maiores na Praia do Flamengo.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?

Bom, antes dessa história toda, com 16 anos, eu trabalhei como caixa numa livraria. Então acho que o primeiro contato foi nessa época.

Depois disso, na SPA, uma das minhas primeiras missões foi treinar profissionais da Johnson & Johnson e da CSN. Posso dizer que consegui estabelecer relações de confiança com esses clientes. E na Medusa, existia uma relação bem próxima com a Brahma, que confiava plenamente na empresa no que dizia respeito à automação industrial.

Qual foi seu maior fracasso?

Acho que foi a decisão de tentar a fusão da Proativa, uma empresa que nasceu do nada e que após dois anos era eficiente, conceituada e lucrativa, com a Medusa, uma empresa de onde eu e meu sócio tínhamos saído, e que tinha sérios problemas administrativo-financeiros. A ilusão de que nós eramos tão bons que daríamos jeito no que nós sabíamos que estava irremediavelmente errado me levou a aceitar essa fusão que meses depois se revelou um desastre. Reflito que o orgulho falou mais alto que a razão.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?

Eu sou o responsável pelo planejamento e pelas finanças da Tecnopop. Além disso, funciono como uma espécie de consultor para o time de internet, apontando caminhos para melhorarmos nossos processos de desenvolvimento e ocasionalmente atuo como responsável por projetos desempenhando desde a função de atendimento até a por direto a mão na massa, quase como uma terapia.

Deveria me manter mais distante de certas miudezas do dia a dia, mas muitas vezes me vejo absorvido por alguns desses probleminhas. Gostaria também de ter mais tempo de qualidade para me dedicar às pessoas, que são o mais valioso ativo de empresas como a nossa.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

Eu tenho um comportamento quase obsessivo em torno de saber o que está acontecendo, não ter dívidas e planejar bastante cada passo. Desde a minha primeira empresa acompanho diariamente como anda o fluxo de caixa, e não consigo imaginar que uma empresa funcione de forma diferente, sem a barriga do dono encostada no balcão.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?

Eu pessoalmente me interesso muito pela bagagem de vida e pela disposição e disponibilidade para aprender. Acredito que é muito mais valiosa a capacidade de adquirir novas habilidades do que o profundo conhecimento de alguma competência. Além disso, acreditamos em gente que nos pareça apta a reagir bem em situações de pressão e que estejam dispostas a se reinventar quando necessário ou interessante. Um amigo americano me disse uma vez que existem dois tipos de pessoas: os comuns e os “engenheiros”, que sabem construir formas de sobreviver. Os primeiros serão sempre empregados, os outros podem fazer o que quiserem. Nós procuramos os “engenheiros” com habilidades felinas, aqueles que se você puxar o tapete sob seus pés conseguem cair de pé com impulso para seguir em frente.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?

O mercado de design quase não apresenta barreiras de entrada para quem quer começar a empreender nessa área. Isso pode ser uma benção, mas muitas vezes permite que gente abra negócios sem a menor noção dos desafios e dificuldades que fatalmente os assolarão. Isso aliado ao fato de ser um mercado ainda em processo de amadurecimento cria muitas situações desagradáveis relacionadas a práticas pouco saudáveis tanto para clientes e fornecedores.

No entanto, é inegável que nesses últimos sete anos o mercado amadureceu. E falando do ponto de vista da nossa empresa, temos conseguido cada vez mais concorrer com empresas maiores em torno de projetos mais complexos, com menos probabilidade de esbarrarmos em más ´ráticas.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?

- Eu vejo um mercado muito promissor. Mas acho que antes de pensar em abrir um negócio próprio, o graduado em design deve dedicar um tempo trabalhando em empresas e absorvendo mais informações sobre toda a cadeia produtiva, desde a prospecção até a entrega final, sem desprezar os aspectos comerciais e financeiros do processo. É o entendimento dessa mecânica que vai permitir que ele seja um profissional mais valioso, tanto para ele próprio quanto para seus contratantes. É muito importante que se entenda como acontece a mágica de fabricar salários todos os meses.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

De maneira mais abrangente o nosso maior sucesso foi ter conseguido construir uma empresa apenas com o nosso esforço, sem ter adquirido dívidas e sobrevivendo aos primeiros anos, os mais difíceis. Falando de alguns projetos específicos, nos orgulhamos muito de alguns projetos premiados, como o projeto para a stando do Brasil na ARCO desse ano, premiado no IF, ou o Overmundo, site colaborativo que ganhou o Golden Nica no Prix Ars, conceituado como o mais importante prêmio da mídia digital.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?

Nós começamos em 2001, com um estagiário e um mensageiro, e um faturamento de menos de R$500 mil anuais. No final de 2003 tínhamos dobrado o faturamento e tínhamos cerca de dez colaboradores, além dos sócios. Nos anos seguintes crescemos mais 50% em todo o período e temos hoje cerca de vinte colaboradores.

Entrevistargh! Sincro Design

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 15/08/2008

Entrevistado: Jaakko Tammela

Área: Design

Serviços que oferecem: PESQUISA + ESTRATÉGIA + DESIGN

Sócios:
Jaakko Tammela
, designer de produto, diretor de estratégia
Marco Maia
, designer de produto, diretor de criação

Quantidade de funcionários: 09

Localização: Rio de Janeiro, RJ e Florianópolis, SC

Ano de fundação: 2006

site: www.sincrodesign.com

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Qual foi sua formação?

Me formei na Puc-Rio em design de produto, em 1999. Depois fiz MBA em Marketing em 2002.

Como você era como aluno?

Na faculdade eu era um aluno normal. Comecei a estagiar desde cedo, segundo ou terceiro período. O que me lembro mais é que eu costumava sempre fazer além do que os professores pediam. Eu achava que sempre dava para fazer melhor e me esforçava para tal.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?

Estagiei numa fábrica de móveis para escritório (M&L Magalhães), também desenvolvi pequenos utilitários e móveis para empresas de pequeno porte (Casa Finland e Ipê, em Teresópolis – RJ), depois fui para um escritório de arquitetura (A2 Arquitetos) trabalhar com mobiliário urbano (Rio Cidade II), na mesma época tive um pequeno estágio (Ado Azevedo) em paralelo na área de produto (móveis e eletrônicos). Depois fui para outro escritório (HOK Design) trabalhar com PDV. Abri um escritório com mais 02 amigos (Dialeto design), não deu certo… Fui trabalhar na Índio da Costa Design, sai e montei mais um escritório (Miolo Design), que se transformou na SINCRODESIGN.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

Sempre tive vontade de ter o meu próprio negócio. Em todos os lugares que passei, sempre tive bem claro o tempo que pretendia ficar, o que queria aprender para montar o meu conhecimento e então investir no meu negócio próprio. Quando sai do meu último emprego, pretendia viajar, mudei de idéia por motivos pessoais e na época (2004) percebia que era um ótimo momento para a abertura de um escritório. Via o crescimento do interesse das empresas em investir em design, o interesse da mídia e via também uma maneira de juntar o que havia aprendido nos lugares que havia trabalhado e no MBA.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?

O contato foi na cara e coragem, sem indicação ou conhecimento prévio, se tornou o nosso primeiro projeto, um fogão doméstico-industrial. A relação foi muito boa e até hoje mantemos contato com ele.

Qual foi seu maior fracasso?

Não sei escolher o maior. Mas sempre estamos errando e acertando, faz parte do crescimento! Sempre que achamos a maneira “certa” de realizar algo, acabamos testando uma nova maneira, para ver com é “fazer diferente” assim estamos sempre evoluindo e, por conseqüência, errando também. Mas a pior coisa que já aconteceu foi um erro de interpretação de um briefing, que fez com que o trabalho fosse todo refeito. No final tudo deu certo, o produto é sucesso de venda e sucesso de prêmios. Aliás a empresa é nossa cliente até hoje! Erros te permitem evoluir!

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?

Hoje sou responsável pela área de estratégia da empresa e também cuida da área administrativa. Divido minha semana entre reuniões, atendimento e participação em projetos.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

Cuido da parte mais global, os detalhes de contas a pagar, caixa, etc, tenho ajuda.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?

Isso depende da área que ele vai ingressar. Mas o que é geral a todos é que compartilhem dos nossos valores.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?

Bastante forte e com um ótimo crescimento. O mercado como um todo tem evoluído bastante. Estamos tirando proveito disso assim como outros também.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?

O mercado de design de produtos sempre foi muito fechado, mas aumentou significativamente nos últimos anos. Mesmo assim ainda não é comparável a área de web ou gráfica.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

Sempre aposto no futuro lançamento.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?

A empresa é nova, 02 anos. Qualquer valor que te fale agora será irreal. Mas estamos crescendo além do planejado, só isso já é bastante animador.

Entrevistargh!: NóDesign

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 30/07/2008

Entrevistado: Leonardo Massarelli

Área: Design de produtos, gráfico e ambientes

Serviços que oferecem: O Nódesign procura oferecer aos clientes um projeto integrado, ou seja, desde a criação e desenvolvimento do produto até sua fase de lançamento, incluindo o desenvolvimento gráfico de manuais, folders, anuncios, logomarca de embalagens e ponto de venda para um produto de sucesso. Atuamos em diversos segmentos do mercado. Trabalhamos tanto com empresas líderes como Avon, Natura e Melhoramentos, como com empresas de pequeno porte desenvolvendo produtos diversos como por exemplo: eletro-eletrônicos, frascos para perfumaria, móveis, acessórios, etc. Acreditamos que a riqueza criativa do trabalho se dá justamente pela diversidade dos segmentos.

Sócios:
Leonardo Massarelli Cardoso – Criação
Flávio Barão Di Sarno – Criação
Marcio Hulk Giannelli – Desenvolvimento

Quantidade de funcionários: 6 (sem contar os sócios)

Localização: São Paulo – SP

Ano de fundação: 2001

site: www.nodesign.com.br

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Qual foi sua formação?
Os 3 sócios se formaram em desenho industrial com habilitação em projeto de produtos pela FAAP – SP.

Como você era como aluno?São perfis diferentes. Eu até o segundo ano era um farrista. Queria bastante festa. Após o segundo ano caiu a ficha de que era aquilo que realmente queria para mim e então comecei a me empenhar muito nos projetos e no relacionamento com os professores. Fazia cada projeto de maneira bastante profunda e bem feita. Projetos que até hoje rendem bons comentários no portfólio da empresa. O Hulk e o Barão eram mais aplicados desde o inicio do curso. Faziam projetos bastante detalhados e profundos. Faziam o tipo estudiosos.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Eu trabalhei com web, trabalhei na própria faculdade para ganhar bolsa de estudos, trabalhei fazendo assistência de som em festas, promoção, etc. O Hulk trabalhou com gráfico em agências e gráficas e o Barão teve algumas experiências como freelancer. No geral tivemos muito pouca experiência profissional e nenhuma com desenvolvimento de produto.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Surgiu da vontade de juntar pessoas que tinham interesses em comum e queriam se empenhar para conseguir realizá-las. Inicialmente formamos um grupo para que pudéssemos nos sentir, saber como cada um era trabalhando. Posteriormente surgiu a possibilidade de montar o escritório em um espaço emprestado da mãe de um dos componentes da sociedade (que já não faz parte) no subsolo de uma loja de móveis.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Nossos primeiros clientes eram também clientes dessa loja de móveis. Eles conheciam nosso trabalho na mesma loja e ou compravam ou alugavam para eventos e propaganda. Posteriormente vieram lojas onde vendíamos nossos produtos. Conheciam nossos trabalhos por meio
de revistas e pessoas próximas que nos indicavam. Funcionava muito bem. Nossos próximos passos em relação a projetos foram em parcerias com arquitetos ou agências maiores, com mais experiência que a nossa. Nesse sentido pudemos aprender muito como se relacionar com o cliente final.

Qual foi seu maior fracasso?
O maior eu não sei dizer, mas tivemos muitos. Diversos produtos que criamos e acreditávamos muito não deram certo. Alguns descobrimos o porquê depois e outros não. Algumas reuniões de apresentação para cliente também são frustrantes.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Muito dele é administrativo (novos negócios, burocracia, divulgação, etc). Os outros muitos são gestão de projetos (atendimento ao cliente, fornecedores, controle de projeto). A criação representa algo em torno de 10% do tempo que gasto hoje no escritório.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Particularmente acho interessante ver a “máquina” girando positivamente. Quando administramos um negócio, percebemos que existe uma série de fatores que devemos cuidar para que tudo de certo. Nem de longe a criação e apenas ela falam mais alto em um escritório. Existem diversos fatores.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Hoje recebemos muitos currículos, o que me permite ter uma base de dados interessante. Às vezes recorro a sites de portfólio e indicações.
Eu procuro candidatos multifuncionais. Se ele não tem domínio de software deve ter muito domínio da fala, elevado nível cultural e boas idéias para entrar no time de criação e atendimento – podendo liderar equipes no futuro. Caso tenha domínio de ferramentas melhor ainda
.
Outro fator que me chama a atenção é a dedicação nos detalhes na profundidade dos projetos e na maneira de apresentar. Existem apresentações que vendem inclusive projetos ruins e existem apresentações de projetos ótimos que você não quer nem olhar. Faz parte das nossas atividades saber selecionar as informações e arquitetá-las da melhor maneira.

Disposição ao trabalho também é algo fundamental. Gente mole que acha que dá para resolver tudo por telefone não dá.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Ela existe e funciona como em qualquer outro lugar. Temos nossas características e nossos diferenciais que tentamos evidenciar aos clientes. Às vezes o que ele procura tem o perfil mais próximo com o meu concorrente do que com a minha empresa.
Como a área é muito pequena, da para conhecer a maioria dos concorrentes. Existem muitas trocas de idéias e informações e isso é muito rico. Através de associações que fazemos parte como a ADP ou a ABEDESIGN construímos um relacionamento entre os “concorren
tes”.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Infelizmente tenho que ser sincero: é muito difícil. Não há espaço. Os que definitivamente querem fazer parte de uma equipe devem entender que devem ser extremamente qualificados não apenas de ferramentas como softwares mas também com cultura. Temos grandes dificuldades em achar pessoas culturalmente ricas, com idéias realmente interessantes. Na verdade a grande maioria de currículos que recebemos é uma grande vergonha. Trabalhos inacabados com problemas de apresentação extremamente superficiais. Parece que é atividade de administração sendo feito por artistas. Vc não vê ali o empenho que uma pessoa que faz o que ama poderia fazer.
Em contrapartida recebemos muitos currículos estrangeiros e percebemos uma notável diferença no modelo de apresentar os projetos, na complexidade dos produtos e do
detalhamento feito, na qualidade do discurso, dos roughs, etc.

Qual foi o maior sucesso da empresa?
Vários. Seria injusto apontar um único grande sucesso. Todos tiveram momentos importantes em etapas distintas. O último de grande sucesso foi o telefone celular Blob.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
A Nó Design vem crescendo a taxas de aproximadamente 70% nos últimos 3 anos.

Entrevistargh!: Megabox

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 10/07/2008

Entrevistado: Aguilar Selhorst Junior

Área: Desenvolvimento de Projetos de Produtos

Serviços que oferecem: Desenho, desenvolvimento, prototipagem, e produção de lotes pilotos de produtos e material gráfico

Sócios:
Aguilar Selhorst Junior (desenhista industrial) – diretor
Felipe Locatelli Pinheiro (desenhista industrial) – designer sênior
Wagner Carta Nono (desenhista industrial) – designer sênior
Vinicius Alberto Iubel (desenhista industrial) – designer sênior

Quantidade de empregados: 04 sócios / 02 estagiários / 02 colaboradores administrativos

Localização: Quatro Barras / PR

Ano de fundação: No mercado desde 1997

site: www.megaboxdesign.com.br

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Qual foi sua formação?

Graduado em desenho industrial – Projeto do produto.

Mestrado em engenharia de produção e sistemas.

Como você era como aluno?

Estudioso e questionador.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?

Já participei como sócio de várias empresas, desde o setor da construção civil, industrial química, serviços de entreterimento. Vendi minhas participações quando resolvi estudar Desenho Industrial.

Tive parceria de desenvolvimento com o escritório Merege Design (ótima experiência).

De onde (e por que) surgiu a ideia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

Surgiu pela oportunidade de freelance que vinha fazendo – um projeto deu certo – tinha que emitir nota fiscal – montei a empresa e pronto! São 10 anos transformando-se em empresa – mas os dois primeiros anos foram os mais importantes para se estabelecer. Tivemos início em 1997 – eu estava no primeiro ano de faculdade e meu sócio (Meu irmão mais novo que era meu veterano) estava se formando. Então resolvemos montar a empresa – na época com um foco um pouco diferente do de hoje. Aliás, nosso primeiro projeto deu errado! Era uma Vending Machine – para vender camisinha – que eu tinha visto na Europa e achamos que ia dar certo aqui no Brasil. Fizemos umas 10 máquinas como protótipos e testamos um montão, mas não deu certo por diversas razões comerciais. Começamos então a comprar e desenvolver Jukeboxes (máquinas automáticas de música – daí o nome MEGABOX) enquanto outros projetos eram desenvolvidos e eu tocava a faculdade – tudo muito amador. Mas foi bem legal para a formação do que fazemos hoje.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?

Fomos procurados para um protótipo – fizemos projeto/ protótipo/ embalagem. Fomos bem conceituados pelo trabalho e a relação de negócio já dura 10 anos e ao menos 200 jobs apenas com este cliente.

Qual foi seu maior fracasso?

Não fizemos nenhum projeto que tenha fracassado como projeto, os propósitos do projeto foram cumpridos. O fracasso de um produto tem muito haver com a administração de sua viabilidade financeira e de mercado. No Brasil a administração destes elementos, ao menos para empresas de pequeno e médio porte, ainda é muito insipiente.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?

Muito mais envolvido com a gestão de projetos e negócios do que com os projetos em si.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

È necessária muita concentração e capacidade de gerenciamento. Não tem como se desligar da empresa em momento algum. Oportunidades surgem o tempo todo. Até dormindo.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?

Maturidade e competência técnica.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?

Várias empresas colocam-se como empresas de Projeto de Produto, mas fazem apenas alternativas formais. Por isso acho que cada vez mais projetos e oportunidade de negócios continuarão surgindo. Gostaria que isso mudasse, pois é necessária a construção de uma cultura de desenvolvimento no mercado brasileiro. Outras empresas com perfil de desenvolvimento são fundamentais para formação desta cultura.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?

Exatamente como a concorrência que temos. Se você quer alguém para projetar produtos, você deve buscar o indivíduo dentro da faculdade e preparar ele.

A formação acadêmica é muito vaga, muito filosófica e pouco pragmática.

O Jovem precisa buscar aspectos profissionais fora da academia e talvez fora da área de design. O designer tem de ser um empreendedor, mesmo que não tenha sua própria empresa – esse deve ser o perfil do designer.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

Se estabelecer enquanto um prestador de serviço na área de solução em design de produtos.

Você pode dar uma ideia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?

Crescemos em média 50% a cada ano em faturamento e partimos de 02 para 06 designers (incluindo estagiários) em 03 anos.

Entrevistargh!: Libra Design

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 10/07/2008

Entrevistado (nome completo): Bernardo Magalhães Aquino

Área: Design Gráfico + Web

Serviços que oferecem: Identidade Visual, Embalagem e Web – além de engatinhar em serviços de consultoria empresarial para mídia + cursos da nossa área.

Sócios (nomes completos, incluindo suas formações e cargos):

Bernardo Magalhães Aquino – Criação (DG), Financeiro & Atendimento – Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
Mariano Junior Siqueira Teixeira – Criação (Web), Planejamento & Atendimento - Graduando de Comunicação & Multimídia pelo Instituto de Ensino Superior da Amazônia (IESAM)

Quantidade de funcionários: 2 sócios, 2 estagiários e 2 ‘colaboradores’

Localização: Belém – PA

Ano de fundação: 2006

site: www.libradesign.com.br

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Qual foi sua formação?

Cursei 6 períodos de Design de Produtos na UEPA, mas sou formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará, com habilitação em Publicidade. Decidi não concluir o curso na UEPA por conta da habilitação em projeto de produtos – desde o começo dos cursos, em 2002, eu me interessei pelo Design Gráfico – que na época não era oferecido em nenhuma instituição do Estado. Deixo claro que valorizo a formação! Quando tiver oportunidade, pretendo fazer alguma pós dentro da área que atuo.

Como você era como aluno?

Muito mala! Contestador; não gosto de regras, axiomas. Buscava leituras complementares pro que se debatia em sala de aula. Mas quando eu não me interessava pelo assunto acabava sendo disperso – o que hoje vejo como desleixo do meu passado.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?

Tive um primeiro estágio em Agência de Publicidade (onde aprendi a usar os softwares que trabalho hoje), depois um escritório de Design. O trabalho lá era mais com embalagens, os principais clientes eram uma tubaína, uma chocolateria, uma loja de biojóias e uma fábrica de iogurtes. Desenvolvendo embalagens, me aprimorei no uso de imagens, ilustração. Foi um aprendizado muito bom. Passado isso estagiei em uma assessoria de Comunicação…e como em paralelo a tudo isso eu já desenvolvia trabalhos freelance junto com um amigo sob a alcunha de Libra, uma hora chutei o balde e resolvi ficar só com o que veio a ser a empresa.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

Bom, na verdade não foi bem uma idéia, foi consequência. No início do curso pintou um trabalhinho, depois mais outro, enfim. Dividia por igual com meu “sócio” a grana que ganhávamos. Ao sentir necessidade de um espaço adequado que não fosse o quarto de casa – além de equipamentos melhores – entramos em contato com a Incubadora de Empresas da UFPA e, em novembro de 2005, fomos para uma sala de 3,30×2,50m, bem modesta, com um PC em cima de caixas e duas cadeiras, comprados com grana que a gente começou a juntar. Ao longo dos anos que tivemos contato de fato com o que seria um escritório de Design – com noções de administração, empreendedorismo, etc.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?

Bom, foi em sala de aula. Eu estava desenhando na cadeira e não sabia que um tiozinho gordo que estudava comigo era dono de gráfica. Ele se interessou pelo meu traço e me contratou pra ilustrar uma cartilha. Foram 12 desenhos, coloridos pelo meu então “sócio” Maécio. Eu nem falei meu preço (eu não sabia). O cara me deu R$ 20 paus por desenho (R$ 240 no total) e dividimos R$120 pra cada. Foi muita gelada nesse dia!! (não façam isso, ok?)

Qual foi seu maior fracasso?

Não considero de fato um fracasso…mas foi um planejamento falho. Fizemos umas embalagens para espetinhos temperados congelados. Foi um belo trabalho durante todo seu processo, a embalagem ficou muito boa e o cliente satisfeitíssimo. Até que, na hora de envasar ou produto, percebeu-se que a caixa não era tão resistente a ele; ela ficava toda torta quando colocava os espetinhos, quando o freezer não estava na temperatura adequada a caixa ’suava’ e ficava tudo molhado e feio. A solução foi embalar a caixa com papel filme e NOSSA, matou todo o layout…enfim, no portifólio tá lindo, mas o produto ficou feio até acabar o primeiro estoque de caixas.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?

Nos horários comerciais procuro trabalhar de fato nos projetos. Marco reuniões sempre nos extremos, ou começo da manhã ou final da tarde, para não quebrar muito meu dia. Almoço no próprio escritório ou em algum local próximo e uso o “horário do almoço” para enviar emails, montar orçamentos, enfim, parte administrativa. Aproveito para um cochilo, no caso de eu ter passado a noite anterior adiantando trabalhos.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

Minha tentativa inicial foi colocar como estagiária uma amiga, com quem inclusive tive experiência em organização de eventos, para cuidar das finanças e planejamento. Infelizmente a experiência não deu 100% certo, apesar de ter tido bons momentos. Hoje em dia tem sido bem difícil, ainda não nos ‘encontramos’ nessa área. É necessário planejamento e organização de fluxo de caixa que tem sido penoso de cuidarmos, em acúmulo com as atividades relacionadas à criação e planejamento para os clientes. Contamos com a colaboração de uma outra amiga (rs), essa graduanda em economia, para montar nossos balanços.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?

Disposição. Como ainda não podemos pagar muito, nem assinar carteira, é prefirível contratos por projeto. Temos dois “fixos”, que aprendem bastante aqui e nos ajudam em projetos específicos.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?

Bom, aqui em Belém ainda não foi algo que nos atingisse. Mesmo já graduados por lá, a Incubadora sempre indica que empresas nos procurem, além de contatos vindos da satisfação de outros clientes. Ainda não sentimos o peso de uma competição de fato, e a impressão é que existe mercado para todos, e precisamos é de mais empreendimentos em design.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?

Temos exemplos dos que reclamam que não tem nada, e exemplos dos que têm de sobra. Em quem acreditar? Bom, se existem muitos para um e nenhum para outro, é porque um está apto e capaz a atender clientes com profissionalismo, não apenas com diploma emoldurado na parede. Cabe a esses outros buscarem aptidão e profissionalismo e buscar seu espaço.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

Por ironia do destino o item “fracasso” se repete também no sucesso. Foi um trabalho que rendeu bastante visibilidade e clientes novos, após o reprint das caixas. Desenvolvemos o restante do material para a empresa: quiosques para feiras, banners, adesivo de caminhão, carrinho-churrasqueira…

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?

Eita…não sou tão organizado assim com as contas…mas bem, a média de rendimento mensal em 2005, quando de fato podemos contar como empresa era de aproximadamente R$ 1.800. Para 2008 contabilizamos aí um rendimento mensal de R$ 5.000 mais ou menos, sendo que as despesas estão em mais de R$ 4.000. Ainda é um rendimento com lucro incipiente, mas consideramos que não temos funcionários e os dois sócios possuem remuneração de 2 salários mínimos (dá para viver hehe). Fato é que hoje temos equipamentos que não atendem com satisfação, pagamos as parcelas de um imóvel que em menos de 5 anos será nosso de fato e direito, e isso é importante – a transformação do capital em bens.

Entrevistargh!: Nitrocorpz

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 09/07/2008

(entrevista realizada em outubro de 2007)

Entrevistado: Rhawbert Costa Assunção

Área: Design gráfico, Webdesign e Motion design.

Serviços que oferecem: Ilustração, desenvolvimento de projeto interativos, identidade visual e animação.

Sócios:
Marcilon Almeida de Melo - Dir. Criação
Rhawbert Costa Assunção – Dir. de Desenvolvimento e Tecnologia
Cláudio C. Filho – Gerente de projetos
Greyner S. Nóbrega – Administração

Quantidade de funcionários: 5

Localização: Goiânia-GO

Ano de fundação: 2003

site: www.nitrocorpz.com

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Qual foi sua formação?

Eu e os outros três sócios (Greyner, Cláudio e Marcilon) somos graduados em Artes Visuais com habilitação em design gráfico pela UFG em 2000. Desenhista, biólogo, office-boy, professor, escritor, garçom… cada um já foi um pouco de tudo.

Como você era como aluno?

Péssimo… nunca ligava pras datas ou avaliações… Preferia ficar estudando assuntos mais direcionados a prática do design, como tipografia, processos gráficos, webdesign, etc, pois no nosso curso estávamos bem servidos de teoria como semiologia, história da arte, processo de pesquisa e por aí vai.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?

No meu caso eu sempre tive uma tendência a trabalhar com web. Pré-impressão e produção gráfica nunca foram o meu forte. Eu gostava mesmo era de gravura na faculdade, mas sabia que isso não ia dar grana… estava mais para um hobby.

Trabalhei com um monte de picaretas durante o boom pré “buble-burst” da internet em 2000, mas segurei a onda e continuei me especializando em webdesign. Enquanto isso formamos o grupo de trabalho que mais tarde seria a Nitrocorpz.

Dei aula por um tempo em dos centros autorizados de treinamento da Macromedia em Brasília e Goiânia. Escrevemos, diagramamos, ilustramos e revisamos uma coleção de 8 livros sobre webdesign de março de 2001 a fevereiro de 2002 (Curso passo a passo de Webdesign, Editora Terra). Trabalhei numa editora local especializada em cursos multimídia em CD-ROM (a própria Editora Terra). Até onde lembro foi mais ou menos isso.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

Foi um processo natural… tínhamos de fazer algo em relação a nossa profissão no centro-oeste… nosso mercado era inexistente e na época pareceu uma boa idéia. Criar uma cultura de design, catequizar um mercado virgem, captar clientes de fora enquanto tentamos fazer algo acontecer onde (até onde sabemos) ninguém havia tentado antes. Pelo menos da maneira como idealizamos era uma idéia bastante pioneira e original, sonhadores como um monte de estudante sempre é. Neste aspecto não éramos diferentes de muitos outros estudantes de design. Mas para tal tivemos de dar o passo… dos quatro, três tiveram de se demitir dos empregos pra entrar de cabeça na empreitada, aí já foi… sem volta. Continuamos fiéis a proposta original… enquanto fazemos uns “shit-jobs” pra pagar as contas é claro.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?

O foco inicial eram indivíduos ou empresas relacionadas a cultura ou com um nível cultural mais elevado. Arquitetos, advogados. estavam na lista mas acabamos pegando trabalhos que não tinham muito a ver com tal foco.

Um dos primeiros trampos foi a identidade de um festival de rock independente… vimos que era a possibilidade de fazer um trabalho bacana, pra tentar montar um portfolio.

Qual foi seu maior fracasso?

Não considero um fracasso mas uma decepção… que foi perder um pitch para um outro escritório de Londres para criação de toda identidade da MTV Arábia, que começou a ser transmitida em 2007. Sabemos que temos muito de aprender ainda, e de vez em quando temos de passar grandes projetos para outras pessoas/escritórios por falta de estrutura e medo de se queimar no mercado… ambas situações são muito chatas mas acontecem. Bola pra frente.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?

Atualmente estou mais ligado a produção e gerenciamento de projetos interativos. Cada um tem uma certa especialização: Greyner é mais administrativo, Marcilon é mais conceitual e motion graphics, Cláudio e eu design de interface, usabilidade e produção do websites.

Agora nosso cotidiano está mudando bastante pois temos estagiários, e isso realmente muda tudo dentro de um escritório tão pequeno como o nosso. Comunicação é a chave, e nós ainda temos muito que aprender em relação a isto também. Gerenciamento de pessoas e suas habilidades é algo complicado.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

Depende muito do tipo de aspecto financeiro.

Nossos preços são afixados de duas formas, por empreita e por hora-técnica (de longe uma das formas mais honestas de se cobrar). Nossa hora-técnica é estipulada utilizando a formula básica (qualquer estudante de administração conhece). Mas para calcular bem um job, você precisa de algum tempo e de experiência – para ter parâmetros para antever quanto tempo gastará em cada job.

Atualmente nos não apenas determinamos o valor por hora no projeto. Copiamos uma prática pouco comum de empresas de ponta. Na fórmula de calcular hora técnica, há uma componente chamada mark-up. A indústria tem o seu, o comercio tem o seu, as prestadoras de serviço tem o delas. O ideal é substituir essa componente, por outra mais “avant garde”, chamada pricing. Nela você cobra o valor hora da mesma forma, mas de acordo com a percepção que determinado cliente e/ou projeto apresenta. Em outras palavras, uma mãe com uma neném faminto berrando na madruga que mora num lugar isolado está disposta a pagar muito mais por uma caixa de leite que outra que mora ao lado de um mercadinho 24h.

Não sei o que mais poderia abordar neste item, já que há inúmeras abordagens para isso: o marketing, o networking, o empreendedorismo, a inovação, a prospecção, a pós-venda, o benchmarking, a incorporação de sangue novo, o RH e por aí vai.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?

Antes de tudo que seja disciplinado. Quem é disciplinado faz o que precisa ser feito de maneira pró-ativa. Não carece ficar ditando a todo instante o que fazer ou deixar de fazer. Que saiba o que anda ocorrendo no mundo na carreira que ele optou. Via de regra designers se transformam em ilustradores e confundem as bolas. Bons designers no mundo existem muito poucos. Bons designers não falam de aspectos estéticos com os tomadores de decisão dos projetos. Falam sim de objetivos, de estratégias, de mercado, de resultados. Nenhum executivo quer saber se o vermelho causa isso ou aquilo, que formas retas são assim ou assado ou se a fonte em bold apresenta mais ou menos legibilidade. E infelizmente, os designers que saem da imensa maioria das faculdade do mundo argumentam em termos de estética em detrimento aos ditames do mercado – que argumenta em termos de resultados estratégicos.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?

Concorrência em qualquer área é sempre ótima. Te força a encontrar soluções criativas para contornar o que a primeira vista pareça ser um problema. Mercado existe para todos: o micreiro tem o cliente dele, o designer trainee tem o dele, o autônomo tem o dele.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?

Como o mercado de qualquer área para qualquer ótimo jovem recém graduado. Ótimo para que e ótimo, bom para quem e bom, regular a quem é regular e ruim para quem é ruim.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

Todo trabalho traz um tipo diferente de satisfação. Clientes internacionais são sempre mais legais de atender pois são mais abertos e pagam melhor… ou seja, é mais fácil de sair satisfeito no final do projeto. Acho que o trabalho de ilustração para a Linotype em 2006 foi o mais bacana de fazer – agora se foi um sucesso é muito relativo.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?

Se em 2003 tivemos 10 clientes atendidos, em 2006 tivemos 100. Números realmente eu não sei. Teríamos de criar essa pesquisa, mas creio que ainda não é a hora… a gente podia acabar saindo desapontados.

Sim, a quantidade de clientes que não fecharam negócio cresceu bastante de 2003 até hoje – mais do que os que fecharam. Somos seletivos… não escondemos isso de ninguém. Dói dizer não, alguns clientes não aceitam muito bem, mas faz parte do negócio. Nossa capacidade de produção é, também, bastante limitada, mas sabemos que ainda não chegamos ao nosso limite.

Entrevistargh!: Sebastiany

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 09/07/2008

[nota: esta foi a primeira entrevista do Projeto Empreendedorargh. Já tava mais que na hora de ir pro ar!]

Entrevistado: Guilherme Sebastiany

Área: Branding e Design Estratégico de Marcas

Serviços que oferecem: Gestão de marcas, estratégia de marca, design de marcas e sistemas de identidade visual, manuais de identidade visual, design de papelaria e impressos institucionais

Sócios: não há

Quantidade de funcionários: 6

Localização: São Paulo, SP

Ano de fundação: 2005

site: www.sebastiany.com.br

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Qual foi sua formação?

Sou Formado pela FAU-USP em Arquitetura e Urbanismo, e pós graduado MBA em Gestão de Marcas – Branding – pelo ITAE. Atualmente estou mestrando em design pela Anhembi Morumbi, onde também dou aula.

Como você era como aluno?

Nerd… mas não Caxias, e sim curioso mundo e as coisas. Sempre gostei de aprender (apesar de não gostar de estudar), mas aprendi que estudar é preciso, pois quanto mais eu sabia, mas via que não sabia o suficiente, e portanto, tinha que estudar mais (mesmo não gostando).

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?

Foram experiências como freelancer apenas, trabalhando desde cedo com design de marcas.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

Não sei se ela surgiu… ela foi acontecendo. Trabalhava como freela…. depois fui morar sozinho… contratei uma estagiária para me ajudar, mesmo trabalhando em casa…. depois mais um estagiário… depois outro… então fui “convidado a me retirar” (leia-se: quase despejado) do apartamento onde morava pois o uso residencial conflitava com o uso de um escritório. Mas foi bom, pois fui forçado a montar um escritório em um conjunto comercial e com isso crescemos muito. Hoje já estamos pensando que seria bom sermos “despejados” de novo para um lugar maior.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?

Parente conta como cliente? Não! E concurso de design? Também não?!

Então meu primeiro trabalho surgiu de uma maneira bem amadora… coloquei um monte de cartazes nos murais das unidades da USP divulgando “criação de logotipos”. Coloquei 50 cartazes e consegui só um cliente. Uma senhora que queria presentear o filho com um logotipo para a Clínica Veterinária dele. Foi interessante e boa a relação com o cliente, mas meu trabalho era muito ruim (claro que eu não sabia disso na época).

Qual foi seu maior fracasso?

Foi recente. Mesmo com todo cuidado com a pesquisa de nomes junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial – fomos pegos de surpresa com a indisponibilidade de uso do nome de uma marca que já estava pronta, aprovada e finalizada, por motivos de um registro recém efetuado na Junta Comercial de São Paulo – que não havia sido consultada. Tivemos que refazer o projeto.

Sempre me ensinaram que o importante era o cliente registrar a marca no INPI como marca fantasia. Que na junta até podia ser com outro nome (e pode mesmo). Porém existe um pequeno artigo na lei (artigo 129) que permite a anterioridade de registro mesmo na Junta Comercial, e já havia uma empresa com o mesmo nome no mesmo segmento.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?

Não tenho cotidiano. Faço cada dia uma coisa diferente e faço um pouco de quase tudo.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

No começo foi muito difícil. O que me ajudou foi um curso de gerenciamento de projetos que fiz ainda na época da faculdade. Agora já lido melhor, mas isso se deve muito ao fato de já poder ter uma secretária que me auxilia nesta tarefa.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?

Procuramos seriedade e postura profissional. Saber trabalhar verdadeiramente em equipe, o que significa saber ouvir, saber falar, e saber que a sua idéia nem sempre é a melhor idéia. Valorizamos também a seriedade no reconhecimento dos créditos autorais de terceiros, a consciência que se começa de baixo, e que o direito de trabalhar com criação é um espaço conquistado não pela criatividade do indivíduo, mas pela postura e seriedade com a qual ele aborda as tarefas técnicas, de pesquisa e de gestão do projeto, nem sempre tão atraentes.

Mas talvez seja mais importante dizer o que NÃO procuramos em um candidato: Pessoas com EGO inflado (muito comum entre estudantes e designers) e que muitas vezes nem sabem ou percebem que são assim, o que atrapalha muito o trabalho em equipe!

Aqui na Sebastiany não existe isso de MEU PROJETO. O projeto não é meu, não é seu, nem é do cliente. É nosso e é para o cliente do cliente.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?

Complicada… a maioria prefere culpar micreiros… eu culpo outros designers. Geralmente profissionais de design de outras especialidades que resolvem fazer uma marca para o seu cliente (sem estar completamente capacitado para tanto) apenas para ganhar um troco a mais. Diga-se de passagem, cobrando o mesmo que um micreiro e desvalorizando o segmento.

Na minha visão isso é errado e atrapalha o mercado de design como um todo. Quem é de produto tem que focar em produto, quem é de gráfico tem que focar em gráfico, quem é de digital tem que focar em digital. A dinâmica de englobar serviços que não lhe cabem, apenas pensando no troco adicional, fazem com que os seus colegas de outras áreas se vejam financeiramente forçados a fazer o mesmo com o seu mercado.

É o designer de web que também faz um “loguinho” ou o designer gráfico que faz um “sitezinho”, ou o designer de produto que faz um “folderzinho” e assim por diante.

Sei que o meu “telhado é de vidro”, pois vim da arquitetura. Mas não sou arquiteto, não me intitulo arquiteto, e não pratico arquitetura. Deixo isso para os bons arquitetos. Acredito que é possível sim a migração de uma área para outra, porem não é possível ser profissional em tudo.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?

É complicado, pois quanto mais profissionais se formam, não encontram emprego, e portanto oferecem seus serviços com valores baixos, mais complicado é para a empresas competirem no mercado, crescerem e criarem empregos.

Por outro lado: HÁ VAGAS! E PAGA-SE BEM, para quem realmente for um bom profissional. Mas embora muitos se considerem “bons profissionais” poucos realmente o são. Vejo isso mesmo entre os alunos na universidade onde leciono. Não é falta de talento, é falta de empenho. Até para contratar um simples estagiário sofremos para encontrar alguém minimamente decente.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

Puxa… que difícil responder. Tem tantos tipos diferentes de sucesso.

Se falamos em imagem, nosso maior sucesso é o IL BARISTA cuja marca é referência no mercado de cafeterias de São Paulo.

Se falarmos em resultados para o cliente, nosso maior sucesso o restaurante QueroQuilo que aumento em 20% o volume de refeições servidas em apenas uma semana somente com a modificação da marca.

Se falarmos em abertura de oportunidades, nosso maior sucesso é o BONIFÁCIO, cujo trabalho de marca e posicionamento somado à um talentoso projeto da arquiteta Renata Cupini rendeu aos proprietários diversos convites para abertura de novas unidades em São Paulo.

Se falarmos em relacionamento com o cliente, nosso maior sucesso é a pizzaria BUONA CUCCINA em Brasília, onde não precisamos nem mais fazer orçamento para o cliente, ele solicita o projeto, e quando finalizado, apenas enviamos a fatura para ele.

Se falarmos em projeção para o nosso escritório, nosso maior sucesso é a marca do Biodiesel BIOMAX, que foi publicado em destaque na edição 4 da LOGOLOUNGE.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?

Podemos medir o desempenho do escritório em número de marcas criadas e em porcentual médio de crescimento no valor dos orçamentos.

2000 – 4 marcas
2001 – 10 marcas – aproximadamente 250%
2002 – 16 marcas – aproximadamente 60%
2003 – 21 marcas – aproximadamente 50%
2004 – 32 marcas – aproximadamente 50%
2005 – 51 marcas – aproximadamente 55%

2006 – 56 marcas – aproximadamente 10%

Além do número de projetos, os valores cobrados também cresceram. Comparado com os valores médios cobrados em cada época podemos perceber que entre 2002 e 2003 os valores cresceram em 50%. Entre 2003 e 2005 o aumento foi de aproximadamente 90% nos valores cobrados. E entre 2006 e 2007 os valores cresceram 10% em média.
2004 – faturamento cresceu 100% / custos cresceram 50%
2005 – faturamento cresceu 61% / custos cresceram 150%
2006 – faturamento cresceu 100% / custos cresceram 52%
2007 – faturamento cresceu 0% / custos cresceram 50%

entrevistargh!: GAD Design

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 13/05/2008

Entrevistado: Luciano Silva de Deos

Área: Consultoria, Branding e Design

Serviços que oferecem: Brand strategy, brand identity, brand implementation, brand management, brand communication, product design, package design, retail design, environmental design e merchandising design.

Sócios:
Luciano Silva de Deos
Leonardo Koboldt de Araújo/ arquiteto/ diretor de criação
Valpírio Gianni Monteiro/ designer/ diretor de criação
Antonio Raupp./ designer/ diretor de criação

Quantidade de funcionários: 96

Localização: Porto Alegre e São Paulo

Ano de fundação: 1984

site: www.gad.com.br

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Qual foi sua formação?
Arquiteto, pela UFRGS.

Como você era como aluno?
Médio. Porém fiquei na Universidade (UFRGS) 15 anos para concluir o curso, já que no segundo ano abri o GAD e desde então esta acabou sendo a minha prioridade.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
- estágios em escritórios de projeto/ desenho arquitetônico desde os 13 anos de idade;
- estágio com um programador visual autônomo;
- trabalhos como freelancer para alguns amigos, desenvolvendo projetos de loja e algumas trabalhos gráficos e de comunicação visual.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Depois destas experiências narradas acima, acabei me “apaixonando” pelo universo da comunicação visual e, certo de coisas que não queria na arquitetura ( trabalhar para cliente pessoa física/ projetos residenciais; esperar aprovar projetos em prefeituras; muito tempo para ver algo executado) resolvi montar um atelier com alguns colegas para trabalhar comunicação visual, integrado com arquitetura, com foco em ambientes comerciais.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Não lembro muito bem, mas provavelmente “com muita ansiedade”.

Qual foi seu maior fracasso?
O de ontem. Erramos todo o dia e o importante é aprender com os erros. Ou seja, não tem maior ou menor.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Gestão, gestão, gestão, …..pessoas, pessoas, pessoas, ….clientes, clientes, clientes.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Muito bem. Ao longo do tempo aprendi que á a questão mais importante. Ou seja, no início achava que era algo menor, irrelevante e chato; já hoje é tudo.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Ambição, humildade, vontade de aprender, não ter medo de errar e postura.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Intensa, saudável e necessária. Porém, entramos sempre para ganhar.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Enorme, desafiador e com MUITAS oportunidades.

Qual foi o maior sucesso da empresa?
Se é em termos de projetos/ cases: o trabalho para a Claro.
Se é em termos de negócio: Ter aprendido que estratégia e gestão é tudo.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
Em 2000 faturávamos aprox. 2,5 milhões com 50 pessoas.
Em 2007 faturamos 15 milhões com 100 pessoas.

entrevistargh!: Karuana

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 13/05/2008

Entrevistado: Delano Rodrigues

Área: Consultoria em Identidade de marcas

Serviços que oferecem: Pesquisa de percepção de marca, posicionamento e reposicionamento de marcas, desenvolvimento de plataforma de identidade de marca e gerenciamento de identidade de marca.
Sócios (nomes completos, incluindo suas formações e cargos): sem sócios no momento

Quantidade de funcionários: 04

Localização: São Luís – MA

Ano de fundação: 2007

Site: www.karuana.com.br

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Qual foi sua formação?
Sou graduado em Design pela Universidade Federal do Maranhão, especialista em Marketing Estratégico e Mestre em Design pela PUC-Rio.

Como você era como aluno?
Acredito que fui um aluno aplicado, bastante detalhista. Uma professora que tive oportunidade de reencontrar ano passado após quase 5 anos fez uma espécie de “elogio” ao dizer que eu era um aluno “inquieto”. Essa inquietação fez com que eu buscasse coisas fora da universidade e também me envolvesse nos 3 últimos anos do curso com o centro acadêmico e representação estudantil. Em 95 resolvi adiar minha formatura e me juntar a um grupo bem bacana de colegas e organizamos em 96 o 6º N em São Luís, evento que foi elogiado por anos. Nesse ano demos o pontapé inicial do CONE, desenhando sua estrutura e formalizando sua proposta de integrar os estudantes de design brasileiros.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Meu primeiro trabalho ainda na faculdade não foi com design e sim na área de sistemas. Dois anos antes de me graduar comecei a pegar uns freelas e seis meses antes fiz uma parceria com um colega de faculdade e montei a minha primeira experiência empresarial, desde lá só parei entre 2003 e 2005 para fazer meu mestrado.

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?

A idéia surgiu com a necessidade de integrar a minha formação inicial de designer com outras competências que adquiri com a minha vivência acadêmica e profissional de 6 anos no Rio de Janeiro. Pra isso era preciso buscar parcerias que facilitassem o desenvolvimento de projetos de identidade consistentes para marcas. Dependendo do projeto, entramos ou não na área do design. Muitas vezes apontamos apenas mudanças de cunho estratégico, desenvolvendo um plano de ações. Em outros casos só desenvolvemos pesquisas de percepção de marca. A nossa proposta é conhecer o que passa pela cabeça das pessoas envolvidas com a marca para poder construir conceitos de identidade alinhados a estes pensamentos.

A empresa está sempre em evolução, sendo construída. No curso de design não aprendemos a ser empresários, por isso é preciso buscar outras formas de suprir essa deficiência. Nesse momento fiz uma parceria com uma empresa de gestão para consolidar os processos internos da Karuana envolvendo todos que trabalham aqui. Considero um desafio poder alinhar as necessidades de crescimento pessoal com as da empresa.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Meu primeiro cliente era uma pessoa próxima, um amigo. Acredito que muitos designers começam a carreira desta forma. Meu primeiro pagamento foi um scanner.

Qual foi seu maior fracasso?
Não tive fracassos, pois encaro erros como forma de crescimento, de aprendizado. Por exemplo, no inicio de minha carreira fui enrolado por não conhecer os procedimentos legais adequados para a formulação de um contrato de trabalho, se não tivesse passado por esta experiência talvez achasse que a minha forma de agir era correta, e não era.
Hoje já é possível buscar ajuda e capacitação ainda na faculdade, mas há 12 anos atrás não era tão simples assim.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Um cotidiano bastante agitado. Hoje administro e participo das etapas de atendimento, planejamento, criação, implantação junto a equipe da Karuana. Estamos abrindo um braço de capacitação chamado “Karuana conhecimento” onde viabilizaremos workshops, exposições, palestras e discussões que contribuam com o crescimento intelectual do nosso mercado já que estamos fora do “eixo” sul e sudeste onde é possível fazer essa capacitação com maior agilidade.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

Estamos vivenciando um processo muito interessante de consultoria externa para rever nossos processos e adequá-los as necessidades de nosso mercado. Espero num futuro próximo ter um profissional específico para a área administrativa da Karuana, que me possibilite focar minha atuação apenas nas áreas de meu interesse.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Primeiro, precisam gostar de trabalhar com marca e serem curiosos com coisas que extrapolam o universo do design. Mas principalmente precisam ser pró-ativos, pois tento incentivar as pessoas a tomar decisões que não dependam de minha “assinatura”. Procuro parceiros e não funcionários.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Posso aparentar ser pretencioso mas na nossa região não conheço nenhuma empresa que desenvolva um trabalho com as características da Karuana. Não somos uma empresa de design, usamos design como forma de potencializar pontos de contato de uma marca, mas trabalhamos com aspectos que envolvem competências de diversas áreas. Estamos consolidando a idéia da empresa junto aos nossos clientes. Em processos de gestão de identidade de marcas trabalhamos com parceiros das áreas de gestão, propaganda, arquitetura, marketing, etc. Às vezes temos que lembrar os clientes que não somos uma agência de propaganda ou que nossos projetos não se resumem somente ao design. A Karuana, inclusive, participa de projetos em parceria com escritórios de design.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Luiz, o mercado em todas as áreas está bastante competitivo. Os jovens profissionais precisam buscar desde a faculdade competências que não encontramos nela. A pró-atividade é uma qualidade que todas empresas buscam hoje em uma pessoa. Vivemos em uma época com excesso de informação e aprender a lidar com ela para colaborar com seu meio é muito importante também. É preciso ser um agente transformador da empresa através do uso da informação.

Qual foi o maior sucesso da empresa?

A Karuana é muito nova, temos apenas um ano. Mas a avaliação de dois casos de clientes com o uso de nossa metodologia nos tem deixado muito otimistas em saber que podemos ajudar as empresas das regiões norte e nordeste a crescerem de uma forma diferenciada e acompanhar o crescimento da renda de nossa população. Esperamos acompanhá-las nesse momento e crescer junto com elas.

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
Como eu disse, estamos ainda na nossa tenra infância. Inicianso nossa atuação com planos de crescer e fazer com que todos que trabalham na Karuana possam crescer também individualmente. Espero que daqui uns 5 anos a gente sente pra tomar umas e eu te conte como tudo isso aconteceu.