Entrevistargh!: NóDesign

Entrevistado: Leonardo Massarelli
Área: Design de produtos, gráfico e ambientes
Serviços que oferecem: O Nódesign procura oferecer aos clientes um projeto integrado, ou seja, desde a criação e desenvolvimento do produto até sua fase de lançamento, incluindo o desenvolvimento gráfico de manuais, folders, anuncios, logomarca de embalagens e ponto de venda para um produto de sucesso. Atuamos em diversos segmentos do mercado. Trabalhamos tanto com empresas líderes como Avon, Natura e Melhoramentos, como com empresas de pequeno porte desenvolvendo produtos diversos como por exemplo: eletro-eletrônicos, frascos para perfumaria, móveis, acessórios, etc. Acreditamos que a riqueza criativa do trabalho se dá justamente pela diversidade dos segmentos.
Sócios:
Leonardo Massarelli Cardoso – Criação
Flávio Barão Di Sarno – Criação
Marcio Hulk Giannelli – Desenvolvimento
Quantidade de funcionários: 6 (sem contar os sócios)
Localização: São Paulo – SP
Ano de fundação: 2001
site: www.nodesign.com.br
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Qual foi sua formação?
Os 3 sócios se formaram em desenho industrial com habilitação em projeto de produtos pela FAAP – SP.
Como você era como aluno?São perfis diferentes. Eu até o segundo ano era um farrista. Queria bastante festa. Após o segundo ano caiu a ficha de que era aquilo que realmente queria para mim e então comecei a me empenhar muito nos projetos e no relacionamento com os professores. Fazia cada projeto de maneira bastante profunda e bem feita. Projetos que até hoje rendem bons comentários no portfólio da empresa. O Hulk e o Barão eram mais aplicados desde o inicio do curso. Faziam projetos bastante detalhados e profundos. Faziam o tipo estudiosos.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Eu trabalhei com web, trabalhei na própria faculdade para ganhar bolsa de estudos, trabalhei fazendo assistência de som em festas, promoção, etc. O Hulk trabalhou com gráfico em agências e gráficas e o Barão teve algumas experiências como freelancer. No geral tivemos muito pouca experiência profissional e nenhuma com desenvolvimento de produto.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Surgiu da vontade de juntar pessoas que tinham interesses em comum e queriam se empenhar para conseguir realizá-las. Inicialmente formamos um grupo para que pudéssemos nos sentir, saber como cada um era trabalhando. Posteriormente surgiu a possibilidade de montar o escritório em um espaço emprestado da mãe de um dos componentes da sociedade (que já não faz parte) no subsolo de uma loja de móveis.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Nossos primeiros clientes eram também clientes dessa loja de móveis. Eles conheciam nosso trabalho na mesma loja e ou compravam ou alugavam para eventos e propaganda. Posteriormente vieram lojas onde vendíamos nossos produtos. Conheciam nossos trabalhos por meio de revistas e pessoas próximas que nos indicavam. Funcionava muito bem. Nossos próximos passos em relação a projetos foram em parcerias com arquitetos ou agências maiores, com mais experiência que a nossa. Nesse sentido pudemos aprender muito como se relacionar com o cliente final.
Qual foi seu maior fracasso?
O maior eu não sei dizer, mas tivemos muitos. Diversos produtos que criamos e acreditávamos muito não deram certo. Alguns descobrimos o porquê depois e outros não. Algumas reuniões de apresentação para cliente também são frustrantes.
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Muito dele é administrativo (novos negócios, burocracia, divulgação, etc). Os outros muitos são gestão de projetos (atendimento ao cliente, fornecedores, controle de projeto). A criação representa algo em torno de 10% do tempo que gasto hoje no escritório.
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Particularmente acho interessante ver a “máquina” girando positivamente. Quando administramos um negócio, percebemos que existe uma série de fatores que devemos cuidar para que tudo de certo. Nem de longe a criação e apenas ela falam mais alto em um escritório. Existem diversos fatores.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Hoje recebemos muitos currículos, o que me permite ter uma base de dados interessante. Às vezes recorro a sites de portfólio e indicações.
Eu procuro candidatos multifuncionais. Se ele não tem domínio de software deve ter muito domínio da fala, elevado nível cultural e boas idéias para entrar no time de criação e atendimento – podendo liderar equipes no futuro. Caso tenha domínio de ferramentas melhor ainda.
Outro fator que me chama a atenção é a dedicação nos detalhes na profundidade dos projetos e na maneira de apresentar. Existem apresentações que vendem inclusive projetos ruins e existem apresentações de projetos ótimos que você não quer nem olhar. Faz parte das nossas atividades saber selecionar as informações e arquitetá-las da melhor maneira.
Disposição ao trabalho também é algo fundamental. Gente mole que acha que dá para resolver tudo por telefone não dá.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Ela existe e funciona como em qualquer outro lugar. Temos nossas características e nossos diferenciais que tentamos evidenciar aos clientes. Às vezes o que ele procura tem o perfil mais próximo com o meu concorrente do que com a minha empresa.
Como a área é muito pequena, da para conhecer a maioria dos concorrentes. Existem muitas trocas de idéias e informações e isso é muito rico. Através de associações que fazemos parte como a ADP ou a ABEDESIGN construímos um relacionamento entre os “concorrentes”.
Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Infelizmente tenho que ser sincero: é muito difícil. Não há espaço. Os que definitivamente querem fazer parte de uma equipe devem entender que devem ser extremamente qualificados não apenas de ferramentas como softwares mas também com cultura. Temos grandes dificuldades em achar pessoas culturalmente ricas, com idéias realmente interessantes. Na verdade a grande maioria de currículos que recebemos é uma grande vergonha. Trabalhos inacabados com problemas de apresentação extremamente superficiais. Parece que é atividade de administração sendo feito por artistas. Vc não vê ali o empenho que uma pessoa que faz o que ama poderia fazer.
Em contrapartida recebemos muitos currículos estrangeiros e percebemos uma notável diferença no modelo de apresentar os projetos, na complexidade dos produtos e do detalhamento feito, na qualidade do discurso, dos roughs, etc.
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Vários. Seria injusto apontar um único grande sucesso. Todos tiveram momentos importantes em etapas distintas. O último de grande sucesso foi o telefone celular Blob.
Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
A Nó Design vem crescendo a taxas de aproximadamente 70% nos últimos 3 anos.
Entrevistargh!: Megabox

Entrevistado: Aguilar Selhorst Junior
Área: Desenvolvimento de Projetos de Produtos
Serviços que oferecem: Desenho, desenvolvimento, prototipagem, e produção de lotes pilotos de produtos e material gráfico
Sócios:
Aguilar Selhorst Junior (desenhista industrial) – diretor
Felipe Locatelli Pinheiro (desenhista industrial) – designer sênior
Wagner Carta Nono (desenhista industrial) – designer sênior
Vinicius Alberto Iubel (desenhista industrial) – designer sênior
Quantidade de empregados: 04 sócios / 02 estagiários / 02 colaboradores administrativos
Localização: Quatro Barras / PR
Ano de fundação: No mercado desde 1997
site: www.megaboxdesign.com.br
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Qual foi sua formação?
Graduado em desenho industrial – Projeto do produto.
Mestrado em engenharia de produção e sistemas.
Como você era como aluno?
Estudioso e questionador.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Já participei como sócio de várias empresas, desde o setor da construção civil, industrial química, serviços de entreterimento. Vendi minhas participações quando resolvi estudar Desenho Industrial.
Tive parceria de desenvolvimento com o escritório Merege Design (ótima experiência).
De onde (e por que) surgiu a ideia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Surgiu pela oportunidade de freelance que vinha fazendo – um projeto deu certo – tinha que emitir nota fiscal – montei a empresa e pronto! São 10 anos transformando-se em empresa – mas os dois primeiros anos foram os mais importantes para se estabelecer. Tivemos início em 1997 – eu estava no primeiro ano de faculdade e meu sócio (Meu irmão mais novo que era meu veterano) estava se formando. Então resolvemos montar a empresa – na época com um foco um pouco diferente do de hoje. Aliás, nosso primeiro projeto deu errado! Era uma Vending Machine – para vender camisinha – que eu tinha visto na Europa e achamos que ia dar certo aqui no Brasil. Fizemos umas 10 máquinas como protótipos e testamos um montão, mas não deu certo por diversas razões comerciais. Começamos então a comprar e desenvolver Jukeboxes (máquinas automáticas de música – daí o nome MEGABOX) enquanto outros projetos eram desenvolvidos e eu tocava a faculdade – tudo muito amador. Mas foi bem legal para a formação do que fazemos hoje.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Fomos procurados para um protótipo – fizemos projeto/ protótipo/ embalagem. Fomos bem conceituados pelo trabalho e a relação de negócio já dura 10 anos e ao menos 200 jobs apenas com este cliente.
Qual foi seu maior fracasso?
Não fizemos nenhum projeto que tenha fracassado como projeto, os propósitos do projeto foram cumpridos. O fracasso de um produto tem muito haver com a administração de sua viabilidade financeira e de mercado. No Brasil a administração destes elementos, ao menos para empresas de pequeno e médio porte, ainda é muito insipiente.
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Muito mais envolvido com a gestão de projetos e negócios do que com os projetos em si.
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
È necessária muita concentração e capacidade de gerenciamento. Não tem como se desligar da empresa em momento algum. Oportunidades surgem o tempo todo. Até dormindo.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Maturidade e competência técnica.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Várias empresas colocam-se como empresas de Projeto de Produto, mas fazem apenas alternativas formais. Por isso acho que cada vez mais projetos e oportunidade de negócios continuarão surgindo. Gostaria que isso mudasse, pois é necessária a construção de uma cultura de desenvolvimento no mercado brasileiro. Outras empresas com perfil de desenvolvimento são fundamentais para formação desta cultura.
Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Exatamente como a concorrência que temos. Se você quer alguém para projetar produtos, você deve buscar o indivíduo dentro da faculdade e preparar ele.
A formação acadêmica é muito vaga, muito filosófica e pouco pragmática.
O Jovem precisa buscar aspectos profissionais fora da academia e talvez fora da área de design. O designer tem de ser um empreendedor, mesmo que não tenha sua própria empresa – esse deve ser o perfil do designer.
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Se estabelecer enquanto um prestador de serviço na área de solução em design de produtos.
Você pode dar uma ideia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
Crescemos em média 50% a cada ano em faturamento e partimos de 02 para 06 designers (incluindo estagiários) em 03 anos.
Entrevistargh!: Libra Design

Entrevistado (nome completo): Bernardo Magalhães Aquino
Área: Design Gráfico + Web
Serviços que oferecem: Identidade Visual, Embalagem e Web – além de engatinhar em serviços de consultoria empresarial para mídia + cursos da nossa área.
Sócios (nomes completos, incluindo suas formações e cargos):
Bernardo Magalhães Aquino – Criação (DG), Financeiro & Atendimento – Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
Mariano Junior Siqueira Teixeira – Criação (Web), Planejamento & Atendimento - Graduando de Comunicação & Multimídia pelo Instituto de Ensino Superior da Amazônia (IESAM)
Quantidade de funcionários: 2 sócios, 2 estagiários e 2 ‘colaboradores’
Localização: Belém – PA
Ano de fundação: 2006
site: www.libradesign.com.br
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Qual foi sua formação?
Cursei 6 períodos de Design de Produtos na UEPA, mas sou formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará, com habilitação em Publicidade. Decidi não concluir o curso na UEPA por conta da habilitação em projeto de produtos – desde o começo dos cursos, em 2002, eu me interessei pelo Design Gráfico – que na época não era oferecido em nenhuma instituição do Estado. Deixo claro que valorizo a formação! Quando tiver oportunidade, pretendo fazer alguma pós dentro da área que atuo.
Como você era como aluno?
Muito mala! Contestador; não gosto de regras, axiomas. Buscava leituras complementares pro que se debatia em sala de aula. Mas quando eu não me interessava pelo assunto acabava sendo disperso – o que hoje vejo como desleixo do meu passado.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Tive um primeiro estágio em Agência de Publicidade (onde aprendi a usar os softwares que trabalho hoje), depois um escritório de Design. O trabalho lá era mais com embalagens, os principais clientes eram uma tubaína, uma chocolateria, uma loja de biojóias e uma fábrica de iogurtes. Desenvolvendo embalagens, me aprimorei no uso de imagens, ilustração. Foi um aprendizado muito bom. Passado isso estagiei em uma assessoria de Comunicação…e como em paralelo a tudo isso eu já desenvolvia trabalhos freelance junto com um amigo sob a alcunha de Libra, uma hora chutei o balde e resolvi ficar só com o que veio a ser a empresa.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Bom, na verdade não foi bem uma idéia, foi consequência. No início do curso pintou um trabalhinho, depois mais outro, enfim. Dividia por igual com meu “sócio” a grana que ganhávamos. Ao sentir necessidade de um espaço adequado que não fosse o quarto de casa – além de equipamentos melhores – entramos em contato com a Incubadora de Empresas da UFPA e, em novembro de 2005, fomos para uma sala de 3,30×2,50m, bem modesta, com um PC em cima de caixas e duas cadeiras, comprados com grana que a gente começou a juntar. Ao longo dos anos que tivemos contato de fato com o que seria um escritório de Design – com noções de administração, empreendedorismo, etc.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Bom, foi em sala de aula. Eu estava desenhando na cadeira e não sabia que um tiozinho gordo que estudava comigo era dono de gráfica. Ele se interessou pelo meu traço e me contratou pra ilustrar uma cartilha. Foram 12 desenhos, coloridos pelo meu então “sócio” Maécio. Eu nem falei meu preço (eu não sabia). O cara me deu R$ 20 paus por desenho (R$ 240 no total) e dividimos R$120 pra cada. Foi muita gelada nesse dia!! (não façam isso, ok?)
Qual foi seu maior fracasso?
Não considero de fato um fracasso…mas foi um planejamento falho. Fizemos umas embalagens para espetinhos temperados congelados. Foi um belo trabalho durante todo seu processo, a embalagem ficou muito boa e o cliente satisfeitíssimo. Até que, na hora de envasar ou produto, percebeu-se que a caixa não era tão resistente a ele; ela ficava toda torta quando colocava os espetinhos, quando o freezer não estava na temperatura adequada a caixa ’suava’ e ficava tudo molhado e feio. A solução foi embalar a caixa com papel filme e NOSSA, matou todo o layout…enfim, no portifólio tá lindo, mas o produto ficou feio até acabar o primeiro estoque de caixas.
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Nos horários comerciais procuro trabalhar de fato nos projetos. Marco reuniões sempre nos extremos, ou começo da manhã ou final da tarde, para não quebrar muito meu dia. Almoço no próprio escritório ou em algum local próximo e uso o “horário do almoço” para enviar emails, montar orçamentos, enfim, parte administrativa. Aproveito para um cochilo, no caso de eu ter passado a noite anterior adiantando trabalhos.
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Minha tentativa inicial foi colocar como estagiária uma amiga, com quem inclusive tive experiência em organização de eventos, para cuidar das finanças e planejamento. Infelizmente a experiência não deu 100% certo, apesar de ter tido bons momentos. Hoje em dia tem sido bem difícil, ainda não nos ‘encontramos’ nessa área. É necessário planejamento e organização de fluxo de caixa que tem sido penoso de cuidarmos, em acúmulo com as atividades relacionadas à criação e planejamento para os clientes. Contamos com a colaboração de uma outra amiga (rs), essa graduanda em economia, para montar nossos balanços.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Disposição. Como ainda não podemos pagar muito, nem assinar carteira, é prefirível contratos por projeto. Temos dois “fixos”, que aprendem bastante aqui e nos ajudam em projetos específicos.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Bom, aqui em Belém ainda não foi algo que nos atingisse. Mesmo já graduados por lá, a Incubadora sempre indica que empresas nos procurem, além de contatos vindos da satisfação de outros clientes. Ainda não sentimos o peso de uma competição de fato, e a impressão é que existe mercado para todos, e precisamos é de mais empreendimentos em design.
Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Temos exemplos dos que reclamam que não tem nada, e exemplos dos que têm de sobra. Em quem acreditar? Bom, se existem muitos para um e nenhum para outro, é porque um está apto e capaz a atender clientes com profissionalismo, não apenas com diploma emoldurado na parede. Cabe a esses outros buscarem aptidão e profissionalismo e buscar seu espaço.
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Por ironia do destino o item “fracasso” se repete também no sucesso. Foi um trabalho que rendeu bastante visibilidade e clientes novos, após o reprint das caixas. Desenvolvemos o restante do material para a empresa: quiosques para feiras, banners, adesivo de caminhão, carrinho-churrasqueira…
Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
Eita…não sou tão organizado assim com as contas…mas bem, a média de rendimento mensal em 2005, quando de fato podemos contar como empresa era de aproximadamente R$ 1.800. Para 2008 contabilizamos aí um rendimento mensal de R$ 5.000 mais ou menos, sendo que as despesas estão em mais de R$ 4.000. Ainda é um rendimento com lucro incipiente, mas consideramos que não temos funcionários e os dois sócios possuem remuneração de 2 salários mínimos (dá para viver hehe). Fato é que hoje temos equipamentos que não atendem com satisfação, pagamos as parcelas de um imóvel que em menos de 5 anos será nosso de fato e direito, e isso é importante – a transformação do capital em bens.
Nitrocorpz Five Fucking Years Party
Aproveitando a entrevista com a Nitrocorpz recém-publicada, é hora de divulgar a festa! Sim, a Nitro está fazendo 5 aninhos felizes de vida, contrariando todas as estatísticas do Sebrae – e como 5 é um número muito simbólico (5 pecados capitais, 5 signos do zodíaco, 5 cores do arco-íris, 5 cavaleiros do apocalipse, 5 os membros do Titãs, assim por diante), eles decidiram fazer uma festança no Bolshoi Pub, em Goiânia!
Para que quiser ir, a Nitro pede que preencham esta ficha. A festa é exclusiva , com entrada liberada e tudo o mais – mas quem não preencher não entra. =)
nota: já experimentou se aproveitar de um empresário bêbado para ser contratado? Não? Aproveite a chance de exercer sua lábia e leve cartões de visita! Mas cuidado… ao medir errado à tolerância alcóolica alheia, você pode ser tachado de pentelho e virar persona non grata em todo o mercado de design nacional! (Não é divertido este jogo da vida?)
Entrevistargh!: Nitrocorpz

(entrevista realizada em outubro de 2007)
Entrevistado: Rhawbert Costa Assunção
Área: Design gráfico, Webdesign e Motion design.
Serviços que oferecem: Ilustração, desenvolvimento de projeto interativos, identidade visual e animação.
Sócios:
Marcilon Almeida de Melo - Dir. Criação
Rhawbert Costa Assunção – Dir. de Desenvolvimento e Tecnologia
Cláudio C. Filho – Gerente de projetos
Greyner S. Nóbrega – Administração
Quantidade de funcionários: 5
Localização: Goiânia-GO
Ano de fundação: 2003
site: www.nitrocorpz.com
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Qual foi sua formação?
Eu e os outros três sócios (Greyner, Cláudio e Marcilon) somos graduados em Artes Visuais com habilitação em design gráfico pela UFG em 2000. Desenhista, biólogo, office-boy, professor, escritor, garçom… cada um já foi um pouco de tudo.
Como você era como aluno?
Péssimo… nunca ligava pras datas ou avaliações… Preferia ficar estudando assuntos mais direcionados a prática do design, como tipografia, processos gráficos, webdesign, etc, pois no nosso curso estávamos bem servidos de teoria como semiologia, história da arte, processo de pesquisa e por aí vai.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
No meu caso eu sempre tive uma tendência a trabalhar com web. Pré-impressão e produção gráfica nunca foram o meu forte. Eu gostava mesmo era de gravura na faculdade, mas sabia que isso não ia dar grana… estava mais para um hobby.
Trabalhei com um monte de picaretas durante o boom pré “buble-burst” da internet em 2000, mas segurei a onda e continuei me especializando em webdesign. Enquanto isso formamos o grupo de trabalho que mais tarde seria a Nitrocorpz.
Dei aula por um tempo em dos centros autorizados de treinamento da Macromedia em Brasília e Goiânia. Escrevemos, diagramamos, ilustramos e revisamos uma coleção de 8 livros sobre webdesign de março de 2001 a fevereiro de 2002 (Curso passo a passo de Webdesign, Editora Terra). Trabalhei numa editora local especializada em cursos multimídia em CD-ROM (a própria Editora Terra). Até onde lembro foi mais ou menos isso.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Foi um processo natural… tínhamos de fazer algo em relação a nossa profissão no centro-oeste… nosso mercado era inexistente e na época pareceu uma boa idéia. Criar uma cultura de design, catequizar um mercado virgem, captar clientes de fora enquanto tentamos fazer algo acontecer onde (até onde sabemos) ninguém havia tentado antes. Pelo menos da maneira como idealizamos era uma idéia bastante pioneira e original, sonhadores como um monte de estudante sempre é. Neste aspecto não éramos diferentes de muitos outros estudantes de design. Mas para tal tivemos de dar o passo… dos quatro, três tiveram de se demitir dos empregos pra entrar de cabeça na empreitada, aí já foi… sem volta. Continuamos fiéis a proposta original… enquanto fazemos uns “shit-jobs” pra pagar as contas é claro.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
O foco inicial eram indivíduos ou empresas relacionadas a cultura ou com um nível cultural mais elevado. Arquitetos, advogados. estavam na lista mas acabamos pegando trabalhos que não tinham muito a ver com tal foco.
Um dos primeiros trampos foi a identidade de um festival de rock independente… vimos que era a possibilidade de fazer um trabalho bacana, pra tentar montar um portfolio.
Qual foi seu maior fracasso?
Não considero um fracasso mas uma decepção… que foi perder um pitch para um outro escritório de Londres para criação de toda identidade da MTV Arábia, que começou a ser transmitida em 2007. Sabemos que temos muito de aprender ainda, e de vez em quando temos de passar grandes projetos para outras pessoas/escritórios por falta de estrutura e medo de se queimar no mercado… ambas situações são muito chatas mas acontecem. Bola pra frente.
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Atualmente estou mais ligado a produção e gerenciamento de projetos interativos. Cada um tem uma certa especialização: Greyner é mais administrativo, Marcilon é mais conceitual e motion graphics, Cláudio e eu design de interface, usabilidade e produção do websites.
Agora nosso cotidiano está mudando bastante pois temos estagiários, e isso realmente muda tudo dentro de um escritório tão pequeno como o nosso. Comunicação é a chave, e nós ainda temos muito que aprender em relação a isto também. Gerenciamento de pessoas e suas habilidades é algo complicado.
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Depende muito do tipo de aspecto financeiro.
Nossos preços são afixados de duas formas, por empreita e por hora-técnica (de longe uma das formas mais honestas de se cobrar). Nossa hora-técnica é estipulada utilizando a formula básica (qualquer estudante de administração conhece). Mas para calcular bem um job, você precisa de algum tempo e de experiência – para ter parâmetros para antever quanto tempo gastará em cada job.
Atualmente nos não apenas determinamos o valor por hora no projeto. Copiamos uma prática pouco comum de empresas de ponta. Na fórmula de calcular hora técnica, há uma componente chamada mark-up. A indústria tem o seu, o comercio tem o seu, as prestadoras de serviço tem o delas. O ideal é substituir essa componente, por outra mais “avant garde”, chamada pricing. Nela você cobra o valor hora da mesma forma, mas de acordo com a percepção que determinado cliente e/ou projeto apresenta. Em outras palavras, uma mãe com uma neném faminto berrando na madruga que mora num lugar isolado está disposta a pagar muito mais por uma caixa de leite que outra que mora ao lado de um mercadinho 24h.
Não sei o que mais poderia abordar neste item, já que há inúmeras abordagens para isso: o marketing, o networking, o empreendedorismo, a inovação, a prospecção, a pós-venda, o benchmarking, a incorporação de sangue novo, o RH e por aí vai.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Antes de tudo que seja disciplinado. Quem é disciplinado faz o que precisa ser feito de maneira pró-ativa. Não carece ficar ditando a todo instante o que fazer ou deixar de fazer. Que saiba o que anda ocorrendo no mundo na carreira que ele optou. Via de regra designers se transformam em ilustradores e confundem as bolas. Bons designers no mundo existem muito poucos. Bons designers não falam de aspectos estéticos com os tomadores de decisão dos projetos. Falam sim de objetivos, de estratégias, de mercado, de resultados. Nenhum executivo quer saber se o vermelho causa isso ou aquilo, que formas retas são assim ou assado ou se a fonte em bold apresenta mais ou menos legibilidade. E infelizmente, os designers que saem da imensa maioria das faculdade do mundo argumentam em termos de estética em detrimento aos ditames do mercado – que argumenta em termos de resultados estratégicos.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Concorrência em qualquer área é sempre ótima. Te força a encontrar soluções criativas para contornar o que a primeira vista pareça ser um problema. Mercado existe para todos: o micreiro tem o cliente dele, o designer trainee tem o dele, o autônomo tem o dele.
Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Como o mercado de qualquer área para qualquer ótimo jovem recém graduado. Ótimo para que e ótimo, bom para quem e bom, regular a quem é regular e ruim para quem é ruim.
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Todo trabalho traz um tipo diferente de satisfação. Clientes internacionais são sempre mais legais de atender pois são mais abertos e pagam melhor… ou seja, é mais fácil de sair satisfeito no final do projeto. Acho que o trabalho de ilustração para a Linotype em 2006 foi o mais bacana de fazer – agora se foi um sucesso é muito relativo.
Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
Se em 2003 tivemos 10 clientes atendidos, em 2006 tivemos 100. Números realmente eu não sei. Teríamos de criar essa pesquisa, mas creio que ainda não é a hora… a gente podia acabar saindo desapontados.
Sim, a quantidade de clientes que não fecharam negócio cresceu bastante de 2003 até hoje – mais do que os que fecharam. Somos seletivos… não escondemos isso de ninguém. Dói dizer não, alguns clientes não aceitam muito bem, mas faz parte do negócio. Nossa capacidade de produção é, também, bastante limitada, mas sabemos que ainda não chegamos ao nosso limite.
Entrevistargh!: Sebastiany
[nota: esta foi a primeira entrevista do Projeto Empreendedorargh. Já tava mais que na hora de ir pro ar!]

Entrevistado: Guilherme Sebastiany
Área: Branding e Design Estratégico de Marcas
Serviços que oferecem: Gestão de marcas, estratégia de marca, design de marcas e sistemas de identidade visual, manuais de identidade visual, design de papelaria e impressos institucionais
Sócios: não há
Quantidade de funcionários: 6
Localização: São Paulo, SP
Ano de fundação: 2005
site: www.sebastiany.com.br
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Qual foi sua formação?
Sou Formado pela FAU-USP em Arquitetura e Urbanismo, e pós graduado MBA em Gestão de Marcas – Branding – pelo ITAE. Atualmente estou mestrando em design pela Anhembi Morumbi, onde também dou aula.
Como você era como aluno?
Nerd… mas não Caxias, e sim curioso mundo e as coisas. Sempre gostei de aprender (apesar de não gostar de estudar), mas aprendi que estudar é preciso, pois quanto mais eu sabia, mas via que não sabia o suficiente, e portanto, tinha que estudar mais (mesmo não gostando).
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Foram experiências como freelancer apenas, trabalhando desde cedo com design de marcas.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Não sei se ela surgiu… ela foi acontecendo. Trabalhava como freela…. depois fui morar sozinho… contratei uma estagiária para me ajudar, mesmo trabalhando em casa…. depois mais um estagiário… depois outro… então fui “convidado a me retirar” (leia-se: quase despejado) do apartamento onde morava pois o uso residencial conflitava com o uso de um escritório. Mas foi bom, pois fui forçado a montar um escritório em um conjunto comercial e com isso crescemos muito. Hoje já estamos pensando que seria bom sermos “despejados” de novo para um lugar maior.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Parente conta como cliente? Não! E concurso de design? Também não?!
Então meu primeiro trabalho surgiu de uma maneira bem amadora… coloquei um monte de cartazes nos murais das unidades da USP divulgando “criação de logotipos”. Coloquei 50 cartazes e consegui só um cliente. Uma senhora que queria presentear o filho com um logotipo para a Clínica Veterinária dele. Foi interessante e boa a relação com o cliente, mas meu trabalho era muito ruim (claro que eu não sabia disso na época).
Qual foi seu maior fracasso?
Foi recente. Mesmo com todo cuidado com a pesquisa de nomes junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial – fomos pegos de surpresa com a indisponibilidade de uso do nome de uma marca que já estava pronta, aprovada e finalizada, por motivos de um registro recém efetuado na Junta Comercial de São Paulo – que não havia sido consultada. Tivemos que refazer o projeto.
Sempre me ensinaram que o importante era o cliente registrar a marca no INPI como marca fantasia. Que na junta até podia ser com outro nome (e pode mesmo). Porém existe um pequeno artigo na lei (artigo 129) que permite a anterioridade de registro mesmo na Junta Comercial, e já havia uma empresa com o mesmo nome no mesmo segmento.
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Não tenho cotidiano. Faço cada dia uma coisa diferente e faço um pouco de quase tudo.
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
No começo foi muito difícil. O que me ajudou foi um curso de gerenciamento de projetos que fiz ainda na época da faculdade. Agora já lido melhor, mas isso se deve muito ao fato de já poder ter uma secretária que me auxilia nesta tarefa.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Procuramos seriedade e postura profissional. Saber trabalhar verdadeiramente em equipe, o que significa saber ouvir, saber falar, e saber que a sua idéia nem sempre é a melhor idéia. Valorizamos também a seriedade no reconhecimento dos créditos autorais de terceiros, a consciência que se começa de baixo, e que o direito de trabalhar com criação é um espaço conquistado não pela criatividade do indivíduo, mas pela postura e seriedade com a qual ele aborda as tarefas técnicas, de pesquisa e de gestão do projeto, nem sempre tão atraentes.
Mas talvez seja mais importante dizer o que NÃO procuramos em um candidato: Pessoas com EGO inflado (muito comum entre estudantes e designers) e que muitas vezes nem sabem ou percebem que são assim, o que atrapalha muito o trabalho em equipe!
Aqui na Sebastiany não existe isso de MEU PROJETO. O projeto não é meu, não é seu, nem é do cliente. É nosso e é para o cliente do cliente.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Complicada… a maioria prefere culpar micreiros… eu culpo outros designers. Geralmente profissionais de design de outras especialidades que resolvem fazer uma marca para o seu cliente (sem estar completamente capacitado para tanto) apenas para ganhar um troco a mais. Diga-se de passagem, cobrando o mesmo que um micreiro e desvalorizando o segmento.
Na minha visão isso é errado e atrapalha o mercado de design como um todo. Quem é de produto tem que focar em produto, quem é de gráfico tem que focar em gráfico, quem é de digital tem que focar em digital. A dinâmica de englobar serviços que não lhe cabem, apenas pensando no troco adicional, fazem com que os seus colegas de outras áreas se vejam financeiramente forçados a fazer o mesmo com o seu mercado.
É o designer de web que também faz um “loguinho” ou o designer gráfico que faz um “sitezinho”, ou o designer de produto que faz um “folderzinho” e assim por diante.
Sei que o meu “telhado é de vidro”, pois vim da arquitetura. Mas não sou arquiteto, não me intitulo arquiteto, e não pratico arquitetura. Deixo isso para os bons arquitetos. Acredito que é possível sim a migração de uma área para outra, porem não é possível ser profissional em tudo.
Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
É complicado, pois quanto mais profissionais se formam, não encontram emprego, e portanto oferecem seus serviços com valores baixos, mais complicado é para a empresas competirem no mercado, crescerem e criarem empregos.
Por outro lado: HÁ VAGAS! E PAGA-SE BEM, para quem realmente for um bom profissional. Mas embora muitos se considerem “bons profissionais” poucos realmente o são. Vejo isso mesmo entre os alunos na universidade onde leciono. Não é falta de talento, é falta de empenho. Até para contratar um simples estagiário sofremos para encontrar alguém minimamente decente.
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Puxa… que difícil responder. Tem tantos tipos diferentes de sucesso.
Se falamos em imagem, nosso maior sucesso é o IL BARISTA cuja marca é referência no mercado de cafeterias de São Paulo.
Se falarmos em resultados para o cliente, nosso maior sucesso o restaurante QueroQuilo que aumento em 20% o volume de refeições servidas em apenas uma semana somente com a modificação da marca.
Se falarmos em abertura de oportunidades, nosso maior sucesso é o BONIFÁCIO, cujo trabalho de marca e posicionamento somado à um talentoso projeto da arquiteta Renata Cupini rendeu aos proprietários diversos convites para abertura de novas unidades em São Paulo.
Se falarmos em relacionamento com o cliente, nosso maior sucesso é a pizzaria BUONA CUCCINA em Brasília, onde não precisamos nem mais fazer orçamento para o cliente, ele solicita o projeto, e quando finalizado, apenas enviamos a fatura para ele.
Se falarmos em projeção para o nosso escritório, nosso maior sucesso é a marca do Biodiesel BIOMAX, que foi publicado em destaque na edição 4 da LOGOLOUNGE.
Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
Podemos medir o desempenho do escritório em número de marcas criadas e em porcentual médio de crescimento no valor dos orçamentos.
2000 – 4 marcas
2001 – 10 marcas – aproximadamente 250%
2002 – 16 marcas – aproximadamente 60%
2003 – 21 marcas – aproximadamente 50%
2004 – 32 marcas – aproximadamente 50%
2005 – 51 marcas – aproximadamente 55%
2006 – 56 marcas – aproximadamente 10%
Além do número de projetos, os valores cobrados também cresceram. Comparado com os valores médios cobrados em cada época podemos perceber que entre 2002 e 2003 os valores cresceram em 50%. Entre 2003 e 2005 o aumento foi de aproximadamente 90% nos valores cobrados. E entre 2006 e 2007 os valores cresceram 10% em média.
2004 – faturamento cresceu 100% / custos cresceram 50%
2005 – faturamento cresceu 61% / custos cresceram 150%
2006 – faturamento cresceu 100% / custos cresceram 52%
2007 – faturamento cresceu 0% / custos cresceram 50%
















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