Empreendedorargh em Vitória! (cartaz oficial!)

Publicado em Próximas edições por empreendedorargh em 21/04/2008

Frisando que as inscrições “pelo site” se referem, na verdade, às inscrições por depósito bancário. Mais informações AQUI.

entrevistargh!: Seagulls Fly

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 03/04/2008

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Entrevistado: Fernando Sandri Reule

Área: Mídia, publicidade e 3D promocional

Serviços que oferecem: Design gráfico, webdesign, concept arts, matte painting, animação 2D, animação 3D, ilustração 2D e 3D, manipulação de imagens, montagem e finalização de peças de campanhas publicitárias e pós produção de vídeos

Sócios:
Fernando Sandri Reule
Luciana Jordão Gorgulho Elia
Fabiano Feijó de Araújo
Flavio Maciel Menezers

Quantidade de funcionários: 50

Localização: Rio de Janeiro-RJ

Ano de fundação: 1998

site: www.seagullsfly.com/

——–

Qual foi sua formação?
Desenho Industrial, Projeto de Produto, pela UFRJ.

Como você era como aluno?
Um tanto quanto relapso. Não acreditava muito na capacidade de ganhar dinheiro trabalhando com design de produto, mas também não via muito mercado para 3D.
 

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Estagiei durante 7 meses sendo a única pessoa num departamento burocrático a trabalhar com 3D. Era responsável pelas apresentações dos relatórios mensais em forma de animações 3D de gráficos e demonstrativos (chaaaato!). Depois disto, dei aula de 3D durante alguns meses também, e isto me trouxe muito mais conhecimento, porque era necessário eu aprender as técnicas 3D se eu quisesse ensiná-las.
 

De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
No caso da formação da Seagulls, ocorreu por uma necessidade, uma vez que o Fabiano já trabalhava para diferentes agências, e o aumento dos pedidos foram tornando necessárias as novas contratações, tanto de sociedade quanto de funcionários. No meu caso, eu fui convidado para entrar na sociedade, e aceitei porque era a oportunidade que eu tinha de não apenas ser um “apertador de parafusos” numa grande empresa de animação 3D, mas teria mais controle e possibilidade de participar da criação dos novos trabalhos, e principalmente, poder ajudar a decidir os rumos que gostaríamos de tomar.
 

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Desastrosa. Insegurança total e pânico ao falar com um “profissional”. Aos poucos fui pegando confiança nas conversas e aprendendo a ouvir as necessidades do cliente e a vender a melhor solução para ele, que também fosse vantajosa para a empresa. Às vezes é mais complicado, as vezes mais simples.

Qual foi seu maior fracasso?
Um trabalho para uma gelatina, onde tudo deu errado. O diretor não gostava da gente (e não queria fazer o trabalho com a gente), a idéia tinha um conceito impossível de ficar legal e o material filmado ficou completamente diferente do que havíamos sugerido. Mas não foi só culpa da produtora. A inexperiência e uma certa prepotência da nossa parte ajudou a quebrarmos a cara e aprendermos muito com as consequências, para que nunca mais acontecesse.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Passo grande parte do dia resolvendo coisas burocráticas ou operacionais (orçamentos, reuniões com clientes, reuniões internas, andamento de trabalhos, solucionando problemas, etc) e mais pro fim do dia (quando o telefone para de tocar) consigo parar para trabalhar nos projetos que estão sob minha responsabilidade. Por isso a média de jornada de trabalho é de 12h.

 
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?

Não somos administradores. Somos artistas. Por um bom tempo a Seagulls foi uma bagunça em termos administrativos, mas chegamos num tamanho em que não podemos mais gastar dinheiro com o que não é necessário. Contratamos uma pessoa responsável e de confiança para tomar conta desta área. Coisas como ter todos os documentos legalizados em dia e assinar todas as carteiras, contabilizar horas-extra, gastos, ganhos, etc, etc é um trabalho muito extenso.

 
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Caráter, muita dedicação e bom gosto. Necessariamente nesta ordem. Já tivemos funcionários com qualidade de trabalhos excelentes mas que logo se mostraram ser mau-caráter ou terríveis de se lidar e trabalhar em equipe. Acho que um funcionário da seagulls deve ser completo, no sentido de se empenhar para sempre melhorar no que faz, saber se entrosar com a equipe e ter uma grande dose de paciência, porque o ambiente de trabalho quem faz somos nós mesmos.

 
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Cada vez maior. Antigamente poucas pessoas faziam manipulação de imagens e ilustração 3D. Hoje em dia é muito mais comum e mais e mais pessoas estão se destacando. Mas acho que a concorrência é necessária e saudável para elevar o preço e a qualidade dos trabalhos. Acho que muitos concorrentes nossos já nos ajudaram, e vice-versa. Mercado existe, e a procura parece ser maior do que a oferta ainda, então, trabalho tem.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Não sei se posso responder esta pergunta com precisão. Posso dizer que o mercado de computação gráfica está crescendo bastante, e as perspectivas de emprego pra quem se dedica e aprende rápido são razoáveis.
 

Qual foi o maior sucesso da empresa?
Particularmente, o que eu considero o maior sucesso foi o reconhecimento do videoclipe do Frejat (Tunel do Tempo) porque engloba tudo que mais queremos fazer, desde desenvolvimento de um roteiro até a finalização do filme.
 

Você pode dar uma idéia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
Crescemos numa taxa bem alta, cerca de 30% ao ano. Para empresas grandes, esta taxa é muito elevada, mas nós éramos muito pequenos até 4 anos atrás. Crescemos muito rápido e sabemos que precisamos crescer com estabilidade.

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Design, indústria & estratégia

Publicado em Artigos por empreendedorargh em 03/04/2008

por Luiz Fernando Pizzani

Nos últimos anos, tem sido repetido constantemente o mantra do design como ferramenta estratégica de diferenciação e agregação de valor. Na verdade, em um mercado que segue um padrão determinado de produção, qualquer variação deste padrão pode ser considerada uma diferenciação – quer traga lucros para a empresa ou não. Até pouco mais de 10 anos atrás, era essa a realidade de boa parte da indústria brasileira – sem condição de enfrentar um mercado global, vítima de duas décadas de ditadura e uma porção de planos econômicos mal-sucedidos. Em tal cenário, o design estratégico – que há décadas já havia sido adotado como ferramenta fundamental de inovação em países como Japão, Inglaterra e EUA, enquanto no Brasil ainda era muito relegado à posição de mero adorno – começava a surgir como alternativa aos processos “padrão” de desenvolvimento de novos produtos.

De acordo com pesquisas da CNI, há 10 anos, apenas 52% da indústria nacional utilizava o design industrial no desenvolvimento de produtos – variando de 90% (indústria de brinquedos) a 37% (máquinas e equipamentos). Para 75% das empresas entrevistadas, o investimento em design trouxe um aumento das vendas dos dois anos que precederam a entrevista – e apenas 18% afirmaram haver um aumento do custo de produção. Se há 15 anos, as duas décadas de protecionismo excessivo do estado ainda mostravam suas consequências, há 10 estava mais que provado que uma boa gestão do design não se limitava, afinal, a uma mera agregação de valor – o design passou então a ser pré-requisito estratégico para qualquer empresa de sucesso. Internacionalmente, empresas consolidadas pelo poder de inovação – desde a multi-facetada Apple às cafeterias Starbucks, recém-desembarcadas no Brasil – há anos inserem o design dentro de seus planos estratégicos. Nestas empresas, é comum haver um ou mais designers dentro do corpo de executivos principais.

Mas e hoje? Hoje, uma empresa de eletroeletrônicos brasileira bate de frente com a própria Apple; com, é claro, o agravante da pesada carga tributária e as confusas normas de propriedade intelectual, que continuam complicando a vida de qualquer empresa que queira se voltar para a inovação. A boa notícia: estamos melhorando. Porém, de nada adianta a ajuda do estado se a própria empresa não é capaz de se situar em seu mercado.

Pense em sua própria empresa. Como ela trata o design? Faz parte do cotidiano da empresa? Inovar é muito mais fácil quando se torna um hábito. Tudo isso pode parecer irrelevante se a sua empresa é da área de serviços. Pois bem, novidades: embora pouco conhecida no Brasil, está se consolidando uma nova área do design conhecida como “service design”. Design, afinal de contas, não é um adendo – é um processo, que engloba toda a empresa. E como todo processo, precisa ser gerido – com eficiência e profissionalismo.

(artigo publicado originalmente na coluna “Gestão Eficaz” do Ibmec em junho de 2007. Reprodução liberada, desde que citada a fonte)

Empreendedorargh em Vitória!

Publicado em EU QUERO PARTICIPAR!, Próximas edições por empreendedorargh em 03/04/2008

CONFIRMADO!
Projeto Empreendedorargh: edição Vitória

curso de mercado de trabalho e empreendedorismo para estudantes de design
de 6 a 8 de Maio – UFES
das 18:30 às 22:30

25% DE DESCONTO para participantes do R Design e inscrições antecipadas até dia 29!
preço normal: R$80,00
com desconto: R$60,00

inscrições presenciais:
Na Focus (empresa júnior de DI da UFES) e durante o R Design

inscrições por depósito:
HSBC
ag. 0358 c/c 13240-77
Luiz Fernando Pizzani
CPF 044.091.649.61

enviar o comprovante de depósito para empreendedorargh@gmail.com, junto com nome, CPF e telefone para contato (para os participantes do R, a inscrição no evento será verificada no banco de dados da corde)

informações:
www.empreendedorargh.com.br
Ivan Cosenza (9274 4423)
empreendedorargh@gmail.com

mais sobre o curso e sobre o ministrante no site!

30 vagas
todo o material de apoio será disponibilizado pelo próprio Projeto

apoio:
R Design Vila Velha
N Design Manaus Wati’Amá

entrevistargh!: Verdi Design

Publicado em Entrevistarghs! por empreendedorargh em 03/04/2008

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Entrevistado: José Antônio Verdi

Área: Design Gráfico

Serviços que oferecem: Gestão de marcas, identidade visual, sinalização, embalagens e material de pdv

Sócios:

José Antônio Verdi – designer

Luiz Mário Verdi – designer

Quantidade de empregados: 07

Localização: Porto Alegre/RS

Ano de fundação: 1995

site: www.verdi.com.br

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Qual foi sua formação?
Me formei em publicidade na UFRGS (Federal do RS). Na época não havia formação em design em Porto Alegre.

Como você era como aluno?
Bom aluno. Cumpria com minhas tarefas.

Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Arte-finalista em duas gráficas de Porto Alegre.

De onde (e por que) surgiu a ideia da empresa? Quanto tempo até ela se transformar na empresa em si?
Meu irmão (Luiz Mário) trabalhava em agência de propaganda e tinha a idéia de abrir uma empresa de design. Ele me convidou e iniciamos o negócio. No início ele fez alguns trabalhos em casa mesmo, informalmente. Desde que eu entrei no negócio, em 1995, a Verdi é uma empresa formal oferecendo os mesmos serviços.

Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
No início tínhamos muita vontade de provar a importância do nosso trabalho. Ainda temos, mas naquele tempo era diferente. Imprimíamos e montávamos de forma artesanal displays e peças de PDV para um cliente que tinha um fast food num shopping e queria concorrer com o Mc Donald’s. Me lembro de pendurar banners e faixas depois das 10 da noite, tudo isso por muito pouco dinheiro. Mas o início é assim, a gente mais paga pra trabalhar do que recebe.

Qual foi seu maior fracasso?
Não sei se tem um muito importante. Mas certamente temos muitos pequenos fracassos na vida profissional e pessoal. Acho que na Verdi meus maiores traumas foram concorrências perdidas, especialmente as concorrências públicas onde as vezes não é a competência o que está em jogo.

Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Chego às 9:00 e saio às 18:30. Divido meu tempo entre atender cliente. Orientar o trabalho da criação e administrar o escritório.

Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Aprendi a lidar com isso na prática e ouvindo conselhos dos mais velhos, assistindo muitas palestras e fazendo alguns cursos. Hoje eu ministro um curso numa faculdade de design sobre gerenciamento do escritório de design.

O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Talento, responsabilidade e postura profissional.

Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Está crescendo bastante, mas ainda tem mercado pra todo mundo.

Como é o mercado de trabalho na sua área para um jovem graduado em design?
Me parece que aqui no RS está muito bom. Do ano passado pra cá temos nos esforçado pra encontrar bons profissionais disponíveis. Eles estão cada vez mais concorridos.

Qual foi o maior sucesso da empresa?
Chegar aos 13 anos de idade em plena forma. Estamos muito amadurecidos tecnicamente e administrativamente.

Você pode dar uma ideia do crescimento da empresa em faturamento e número de funcionários através dos anos?
A Verdi Design vem crescendo numa média de 20% ao ano.

Receita de Molho Barbecue exclusiva Argh!

Publicado em Outros assuntos por empreendedorargh em 01/04/2008

Diretamente da cozinhaaaaargh! do tio Pizzani:

1 cebola
3 dentes de alho
3 colheres de açúcar mascavo
1 xícara de vinagre (o de maçã fica bonzão)
1 xícara de catchup
1 colher e meia de sopa de molho inglês (Wortcertershire é o melhor)
1 colher de sopa de mostarda
um certo tanto de pimenta calabresa
tabasco! (à gosto)
…e o ingrediente secreto: 1 colher diluída de Demi Glace em pó

mãos à obra:
Pique a cebola e o alho e bote pra dourar com manteiga ou óleo.  Jogue a pimenta calabresa  e o vinagre e deixe-o reduzindo até metade do volume, enquanto prepara o resto. Abaixe o fogo e jogue então (não tudo junto, por favor) o catchup, o açúcar mascavo e o demi glace. Aí vá provando e jogando o resto das gororobas (molho inglês, tabasco, mostarda, quem sabe mel) até ficar do teu paladar. Deixe cozinhando tudo ali por alguns minutos enquanto prepara a comida que vai servir junto (você não pretende comer esse troço puro, né?). Dá pra colocar molho de tomate no lugar do catchup, mas é preciso saber temperar certinho para não ficar fraco. O demi glace dá aquele sabor de caldo de carne característico de molhos tipo o madeira. Uma vez coloquei vinho branco também e ficou bonzão.  Sinceramente, acho que nunca fiz dois molhos barbecues iguais na vida. Todos ficam bons, mas completamente diferentes daquele do potinho do McDonalds ;)

Vai bem com: frituras e comidas engordativas em geral, costeletas de porco (para os órfãos de Outback), sanduíches com ovos e bacon. Nesse último caso, é bom botar uma folhinha de alface e usar maionese light. Sabe como é, cuidar da saúde nunca é demais. Outro negócio bacana desse molho é que consegui degustá-lo até um mês depois de pronto sem passar mal. Muito bom pra quem mora sozinho.