entrevistargh!: Colletivo

Entrevistada: Vanessa Giardino Queiroz
Área: Design Gráfico, digital e motion graphics
Serviços que oferecem:
Identidade
Internet
Design gráfico
Design Digital
Motion Graphics
Sócios:
Fabio Couto – cuida da parte de internet
David Bergamasco – Direção de arte e ilustrador
Marcelo Roncatti – Direção de arte e planejamento
Vanessa Giardino Queiroz – Direção de arte e atendimento
(todos designers formados em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo-SP)
Quantidade de funcionários: 13
Localização: São Paulo-SP
Fundação: 2003
site: www.colletivo.com.br
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Qual foi sua formação?
Me formei em design digital na Universidade Anhembi Morumbi. O curso dava a cada semestre um trabalho interdisciplinar prático, como se fosse um TCC de final de curso. Criamos desde pôsters até um projeto final com cd-rom e site, o que nos ajudou muito na vivência da prática com design.
Como você era como aluno?
Feliz… Como entrei “tarde” com 23 anos, depois de decidir que não queria publicidade e sim criação mesmo, amei o curso apesar de suas experiências com os alunos, de nos usar como cobaia, ja que éramos uma das primeiras turmas de design digital. Tive sorte tambem de ter ótimos colegas de classe, a troca na sala era muito maior do que a que eu vivenciava no meu trabalho.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Bom, tive uns oito empregos antes de abrir o estúdio, nos mais variados ramos, mas sempre ligados de alguma forma com comunicação. Todos foram incrivelmente importantes na minha formação, porque acredito de verdade que o retorno maior é que hoje aplico muito mais a gestão de pessoas que o design em si. O design você precisa sempre ir aprimorando, mas você pode fazer sozinho; já quando se tem uma empresa, o dia-a-dia é muito mais do que apenas desenvolvimento de layout e pesquisa.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa?
Como eu disse antes, como desenvolvemos um grupo com muita sinergia durante a faculdade, e o grupo produzia coisas com muito mais qualidade do que o que faziamos nos nossos empregos, começamos a fazer freelas juntos. Com esses freelas surgiram as indicações e começamos a ganhar mais, principalmente em qualidade. Assim, ao final do último ano, resolvemos que era a hora de arriscar e nos juntamos.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Nossa… um clássico eu acho… cobramos uma miséria e entregamos um trabalho incrível, muito além do que ele havia solicitado. Foi um bom começo e uma ótima experiência.
Qual foi seu maior fracasso?
Acho que não existiu… acho que temos algumas frustrações, mas com quatro anos de empresa, tudo isso na verdade, é um grande aprendizado diário. Acho que o fracasso é quando você não alcança as expectativas do cliente de alguma forma… seja no prazo, no atendimento, na criação….
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Corrido demais… temos uma estrutura muito enxuta com 13 pessoas, sendo 5 em criação, 1 estagiário de criação, 2 em tráfego e 3 em internet. é 1 em atendimento e 1 administrativo, for a a empregada/cozinheira. Almoçamos aqui, todos juntos numa mesa enorme, trabalhamos numa casa grande daquelas antigas, agradáveis. Tudo bem descontraído e com horários flexíveis de certa forma, das 10:00 às “depende-do-job” (ou do acúmulo dele).
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Contratei uma amiga minha que trabalha em banco para fazer uma consultoria para nós. Ela criou as ferramentas para lidarmos com as contas e despesas fixas e variáveis, enquanto nós estipulamos metas de faturamento mensais, custos fixos pro estúdio se manter, investimentos e principalmente quanto devemos cobrar no mínimo por trabalho. Ainda estamos aprendendo a fazer… mas de certa forma dá certo.
Ah! Temos empresa aberta, micro-simples e estamos sempre pagando impostos e encargos em dia para não termos problemas.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Vontade de aprender e humildade. O resto como portifólio e trabalhos experimentais servem de base pro profissional, mas sem o resto… fica difícil o desenvolvimento mesmo.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Não nos preocupamos muito com a concorrência… acho até sadio haver pessoas que fazem o mesmo que nós, para podermos ter uma certa base do que temos de melhor e pior e podermos nos aprimorar… Acho que o grande mérito do estúdio Colletivo é experimentar muito e nao ter medo de trabalho.
Como é o mercado de trabalho para um jovem graduado em design?
Difícil como qualquer outro. Nem sempre você vai conseguir entrar numa empresa e chegar a curto prazo onde quer… tem que mostrar a que veio, mostrar vontade de fazer acontecer. Todas as experiências são válidas. Acho que não pode ter frescura, tipo “isso eu não faço”. Quer trabalhar? Então corre atrás… porque o mercado é cruel. Todo mundo pensa: igual a você tem um milhão.
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Chegar até hoje aberta num país em que a maioria das pequenas empresas fecha em dois anos e estar em uma curva que só cresce, com metas de melhorar ainda mais, tanto na qualidade de trabalhos como em continuar experimentando novas coisas.
Você consegue dar uma idéia do crescimento da empresa através dos anos?
Digamos que éramos 4, agora somos 13; tínhamos uma sala de 12 m², agora a casa tem 300 m². Estamos tentando chegar lá… todo dinheiro q entra é investido na própria empresa ou em funcionários.
entrevistargh!: Avesso Studio

Entrevistado: Fernando Araújo Fonseca
Área: Arquitetura promocional e 3D art.
Serviços que oferecem: Criação e apresentação de projetos para stands, fachadas, showrooms, displays, quiosques; modelagem, animação, iluminação, aplicação de materiais e render em 3D.
Sócios: não há.
Quantidade de empregados: Três colaboradores.
Localização: Jandira-SP
Fundação: 2006
site: www.avessostudio.com
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Qual foi sua formação?
1 semestre de Design Digital numa faculdade paga, meia boca total.
Como você era como aluno?
Nunca chegava no horário, sempre atrasado, mas me dava muito bem em todas as matérias. Não peguei nenhuma DP.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Apenas a última empresa, na qual trabalhei por um ano, e outras duas em que fiquei sete meses cada uma.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa?
A idéia surgiu de mim mesmo, por ter um senso comum de comando e administração. Eu trabalhava numa das maiores montadoras de São Paulo e recebia muitas propostas de trabalho. Por conta disso decidi fazer freelances, e no momento em que os free davam mais dinheiro que o fixo a empresa nasceu.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Eu vi um escritório nascer quando trabalhei com um arquiteto. Eu estava iniciando os trabalhos e descobri como ter uma empresa; aprendi muito só de olhar. Meu primeiro cliente na verdade foi uma empresa que me fez uma proposta de trabalho, então foi fácil, eu sugeri fazer alguns trabalhos pra ajudá-los e ganhar por isso.
Qual foi seu maior fracasso?
Quando queimou um HD meu e estava de viagem marcada pro Nordeste pra ficar fora ao menos um mês… Ou seja, perdi meus arquivos de trabalho e não pude atender meus clientes. Acabei ficando por lá dois meses. Quando voltei tive que reconstruir quase do zero a empresa.
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Normal e corrido. Hoje eu tenho clientes fidelizados.. estamos crescendo juntos e novos clientes e trabalhos surgem sempre.
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Sou eu mesmo quem administra, lido de forma direta e focado numa solução….sempre visando claro, corte de custos.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Dinamismo, atenção, desenvoltura e busca por novas ferramentas SEMPRE….é o que eu busco pra mim mesmo.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Procuro ser amigo, e dividir informações.
Como é o mercado de trabalho para um jovem graduado em design?
Deve ser um saco….hahahahahhaa.
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Maior sucesso é estar aqui…a cada dia a superação é maior, é disso que a AvessoStudio se alimenta.
Você consegue dar uma idéia do crescimento da empresa através dos anos?
Bom, com 3 anos de empresa e considerando que quando foi aberta já contava com uma grande carta de clientes, eu diria que no primeiro ano tive uma alta de 50%… depois uma queda de 100%… e este ano fui dos 20% aos 140% mais ou menos.
entrevistargh!: Buraco de Bala

Entrevistado: Aleixo Leite
Área: Animação e design.
Serviços que oferecem: Animação 2D, 3D, captação de imagens; design de maneira geral, especialmente formatação de projetos e campanhas de identidade (institucionais e embalagens visuais, como abertura de programas para TV e etc).
Sócios:
Aleixo de Souza Leite
Bruno César Rojas Rodrigues
Emerson Luiz Rodrigues dos Santos
(todos desenhistas industriais, sem cargos definidos)
Quantidade de empregados: Apenas os três sócios.
Localização: Brasília- DF
Fundação: 1999
site: www.buracodebala.com
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Qual foi sua formação?
Nós todos nos graduamos em Desenho Industrial na UnB.
Como você era como aluno?
Éramos subversivos e tal, como um estudante de graduação em uma Universidade como a UnB deve ser…
Mas sempre procuramos desenvolver projetos na academia que pudessem nos representar de alguma forma, montando um portifólio que não dependesse de um emprego ou de clientes. Acreditamos que esse é um jeito de você desenvolver e expor as suas habilidades. Nosso projeto final (Limpeza S.A.) foi elaborado visando um objetivo real do qual ainda não perdemos de vista, a produção de um curta-metragem em animação. Foi nesse projeto que chegamos à metodologia de trabalho que adotamos na Buraco de Bala hoje.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Antes trabalhávamos juntos, mas de maneira informal, reunindo o grupo na casa de um dos membros ou até na própria UnB.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa?
Necessidade, precisávamos de um registro de CNPJ de produtora de vídeo para podermos veicular nosso trabalho.
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Uma agência tinha bolado uma história de dois mascotes para um grupo de revendedores de carros. A demanda a princípio era apenas para impresso mas perguntamos se não estavam pensando em produzir um VT também e eles acabaram topando. Eles eram bem novos também, então a nossa relação foi bem tranqüila… (Apesar de a gente ter encaminhado um e-mail sem querer para a agência em uma ocasião com a frase: “A agência não pagou ainda não, qualquer coisa a gente processa esses filhos da puta!” Isso gerou um certo mal-estar, mas passou rápido…)
Qual foi seu maior fracasso?
Tem esse papo de fracasso não, a gente se contenta com pouco mesmo…
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Contato com constância sobre possíveis trabalhos (solicitações de orçamento – que na maioria das vezes não vingam), elaboração de propostas de projetos e períodos de internamento para conclusão de projetos (o famoso batidão).
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
O Bruno toma conta das finanças e documentação e o resto das tarefas a gente vai dividindo…
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Mucho trabajo poquito dinero…
Nego tem que gostar da parada, em animação precisamos de gente que não acha ruim lidar com pilhas e pilhas de folhas de papel. É bastante volume que normalmente deve ser resolvido em períodos de tempo muito curtos…
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Somos um tanto especializados em animação tradicional, o que é bem raro hoje em dia, então aqui em Brasília mesmo a gente é a princípio a única produtora com as nossas características, principalmente em formação e objetivos.
Como é o mercado de trabalho para um jovem graduado em design?
É bacana do ponto de vista de que o jovem graduado é valorizado pelo “sangue novo”, coisa importante em nossa área. Recomendamos que tentem ingressar em cursos como o ‘Curso Abril de Jornalismo’ que colocam o jovem profissional em contato com gente experiente e que pode abrir portas…
Qual foi o maior sucesso da empresa?
A própria sobrevivência dela…
Você consegue dar uma idéia do crescimento da empresa através dos anos?
Desde que se fez a empresa formalizada, nosso faturamento subiu em coisa de 50%.
entrevistargh!: TipoD

Entrevistado: Gustavo Jota
Área: Desenvolvimento de produtos de base tecnológica (energia, telecomunicação, defesa e informática)
Serviços que oferece: design de produto, engenharia mecânica, proteção intelectual, gestão do desenvolvimento e consultoria em ante-projeto de negócios industriais
Sócios:
Guilherme Queiroga – designer de produto, diretor administrativo
Gustavo Jota – designer de produto, diretor de projetos e comercial
Valter Beal – engenheiro mecânico, diretor de engenharia
Murilo Lana – designer de produto, gerente CAD
Marcos Buson – designer de produto, gerente de projetos
Quantidade de empregados: 13 colaboradores e pesquisadores
Localização: Brasília- DF e Florianópolis-SC, abrindo representação em Juiz de Fora-MG
site: www.tipod.com.br
fundação: 2001
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Qual foi sua formação?
Desenho industrial, habilitação em projeto de produto.
Como você era como aluno?
Esforçado, fazia mais do que era pedido ou cobrado.
Quais foram suas experiências profissionais pré-empresa?
Estagiário em agência de publicidade, bureau de impressão, bolsista de laboratório de engenharia eletrônica e pesquisador na área automotiva com a FIAT, ligado a engenharia mecânica.
De onde (e por quê) surgiu a idéia da empresa?
Oportunidade com colegas de pesquisa da FIAT que deixaram um estágio e pensavam em abrir um negócio, me convidaram, e eu fui…
Como foi o contato e a relação com o primeiro cliente?
Normal, eu e o pessoal sempre tivemos facilidade de lidar com pessoas.
Qual foi seu maior fracasso?
Lidar com um cliente que não sabia o que queria e não conseguir virar a mesa e fazer tudo funcionar…
Hoje, como é seu cotidiano na empresa?
Estrategista e articulador, passo o dia lidando com planejamento de curto, médio e longo prazo para a empresa, clientes e parceiros tecnológicos (atuamos basicamente com empresas de base tecnológica).
Como você lida com os aspectos administrativos da empresa?
Tranquilamente, tudo é baseado na administração de projetos, ou seja, segundo os modelos administrativos somos um Project Office clásico e não uma estrutura Matricial Forte, que é o comum.
O que você procura nos candidatos a emprego em sua empresa?
Procuro pessoas com o perfil da empresa: inovadores, autodidatas, focados em resultados, competitividade e que saibam se relacionar com pessoas e trabalho em time.
Como você vê a concorrência em sua área hoje?
Não tenho concorrentes na iniciativa privada hoje, os laboratórios de universidades e institutos de tecnologia são o mais próximo a concorrentes que temos hoje. Alguns de nossos serviços competem com escritórios de advocacia e design industrial. A parte de engenharia pesada, gerenciamento de projeto e broking internacional praticamente inexiste em SC e DF.
Como é o mercado de trabalho para um jovem graduado em design?
Está difícil, pois o país não cresce, e se o PIB fica abaixo de 4% onde estarão os empregos? [nota: esta entrevista foi realizada em outubro, antes da divulgação do PIB final de 2007]
Qual foi o maior sucesso da empresa?
Conseguir transformar um escritório de design em uma empresa estratégica de tecnologia.
Você consegue dar uma idéia do crescimento da empresa através dos anos?
Temos 6 anos; nos primeiros 2 anos, estávamos com os serviços de design gráfico e produto em paralelo, e o faturamento era sempre crescente. Mudamos o foco da empresa, mantivemos apenas o industrial e consultoria na parte de patentes, e conseguimos depois da virada crescer vertinosamente… A última mudança foi quando incorporamos um quadro de engenharia mecânica e mecatrônica e assim iniciamos o desenvolvimento de tecnologia própria. Com isso somado às parcerias com institutos e laboratórios de tecnologia e também clientes, daí sim, conseguimos crescer vertinosamente.






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